terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Crítica: Violência Gratuita (2007, de Michael Haneke)

Uma das coisas que eu mais gosto no Cinema são os mais variados tipos de histórias e situações que são possibilitadas, desde entretenimento do mais puro e simples aos enredos mais complexos que estimulam diversas sensações no espectador, confrontando a sua posição confortável enquanto tal. Nesse ínterim, devo confessar, prefiro os filmes que se encaixam na segunda descrição. Eles sugerem que não há limites para o que se pode fazer no Cinema, que sempre há possibilidade de reinvenção.


Crítica: Horizonte Profundo - Desastre no Golfo (2016, de Peter Berg)


Horizonte Profundo conta a história do desastre de Deepwater Horizon, o maior desastre em usinas petrolíferas da história dos Estados Unidos e tenta humanizar os personagens que vivenciaram aquela tragédia - pelo menos alguns deles.




A direção do filme é de Peter Berg e ele parece não visar nada além de fazer um bom filme desastre, atingindo seu objetivo. No começo do filme, o diretor usa de takes que enaltecem a grandeza da plataforma, e isso dá uma sensação enorme de medo no público, talvez por já sabermos que o desastre vai acontecer. Berg faz algo muito interessante, que é usar o que está em segundo plano sempre estar vivo e chamar a atenção por sua escala. A tensão - que é muito bem construída, aliás - aumenta quando vemos uma quantidade impressionante de fogo e o diretor foi muito meticuloso ao cuidar dessa questão no filme.

Crítica: Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016, de J. A. Bayona)



O cineasta espanhol J.A. Bayona tem apresentado uma carreira muito interessante, um pouco similar a do mexicano Guillermo del Toro. Ambos tem um estilo de narrativa peculiar: suas obras abordam fantasia com elementos góticos, drama melancólico, uso de bons efeitos especiais (porém utilizados de maneira controlada), personagens infantis cativantes e críticas sociais históricas ou íntimas. Se del Toro impressionou com um drama fantasmagórico destruidor (A Espinha do Diabo), Bayona fez o mesmo com O Orfanato: ambos sendo emocionantes e assustadores na mesma medida. Se del Toro fez algo a mais em superproduções, nos inventivos filmes do Hellboy e Círculo de Fogo, Bayona também conseguiu isso com doses de emoção em O Impossível. Se del Toro utilizou a inocência de uma criança e metáforas para chocar e encantar com o arrebatador O Labirinto do Fauno, Bayona consegue chegar perto aqui neste filme que falaremos agora. Sete Minutos Depois da Meia-Noite é baseado em um livro de mesmo nome e traz uma emocionante trama.

Sônia Braga irá atuar em série da ABC


A brasileira três vezes indicada ao Globo de Ouro está prestes a atuar em uma série americana. A atriz foi chamada para o piloto de Las Reinas, um drama de detetive para a rede ABC.

A trama conta a história da família, aos olhos da detetive Sonya De La Reina, até que a investigação a obriga a ir de confronto com a sua família de criminosos.

Sônia Braga irá interpretar Gabriella De La Reina, a chefe do sindicato que assume o posto após o falecimento do marido e faz crescer os negócios criminosos da família.

Las Reinas terá o produtor Chris Brancato (Narcos) e se der certo, será lançado no inicio de 2018.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Crítica: Dexter (James Manos, 2006)

Crítica: Aliados (2017, de Robert Zemeckis)



Aliados é um filme que não tem gênero definido, ele flerta o tempo todo com o romance e o suspense, ambos mal construídos e tenta se vender como um suspense de ação, mas na verdade, acaba que não conseguindo um bom resultado em nenhum desses aspectos.

Robert Zemeckis (Forrest Gump: O Contador de Histórias, O Voo) é um bom diretor e consegue dar sua cara para o filme, ele faz uma boa sequência de ação, bem filmada e com planos ótimos, mas não consegue, nem de longe, salvar a catástrofe que o filme é.



domingo, 19 de fevereiro de 2017

Especial: Documentários do Oscar 2017


O documentário ainda é um gênero subestimado no cinema. Frequentemente ainda se referem a ele como um meio menor em relação às possibilidades narrativas das obras de ficção. É verdade que nessas últimas há uma maior gama de possibilidades de forma e estilo, mas as temáticas e as abordagens dos documentários os transformam numa poderosa ferramenta geradora de debate e empatia. Não há fonte mais verdadeira e capaz de servir de espelho para nós do que aquela que usa a própria realidade como forma de arte. Ainda por cima, são fontes de informação capazes de multiplicar nosso entendimento sobre as coisas e expandir nossa visão sobre o mundo. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Crítica: É Apenas o Fim do Mundo (2016, de Xavier Dolan)


Vencedor do Prêmio do Júri da 24ª edição do Festival de Cannes e grande divisor de opiniões tanto da crítica como do público, É Apenas o Fim do Mundo é um dos filmes mais sufocantes e intensos do diretor canadense Xavier Dolan - conhecido principalmente por seu cinema tão característico e representativo. Contando uma história simples focada em um drama familiar, o último filme do canadense utiliza poucos cenários com detalhes escondidos em plena vista, um elenco francês de peso e pequenos excessos paradoxais - que ao mesmo tempo excedem em alguns pontos e faltam em outros. Baseando-se na peça de teatro homônima de Jean-Luc Lagarce, É Apenas o Fim do Mundo descreve uma família em tempos conturbados cujos membros ainda ressentem o passado. E o longa-metragem nos convida a dar uma pequena espiada (fora do tempo) dentro dos aposentos dessa família um tanto problemática.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Crítica: A Cura (2017, Gore Verbinski)



Gore Verbinski, diretor da saga de filmes Piratas do Caribe, tem no seu histórico O Chamado, uma das suas grandes produções do gênero de terror antes de A Cura. Ele agora traz um filme com uma pegada diferente, seja na proposta inicial do filme, seja na bela fotografia sempre com seus ângulos grande-angulares ou no seu tempo de duração, diga-se de passagem, muito longo para um terror ou suspense.

Cinema: Agenda de Estreias da Semana!


Chegou a hora de pegar a agenda, o dinheiro e fazer a programação do cinema para o final de semana. Já sabe o que assistir? Sabe quais filmes estreiam neste final de semana? Tem várias novidades, como a continuação de Jonh Wick, o terror A Cura e várias obras candidatas ao Oscar 2017. Então, vem com a gente:

John Wick - Um Novo Dia Para Matar



O primeiro filme foi uma surpresa em 2014 e bastante insano. Esta continuação promete fazer jus, além de trazer o lendário reencontro de Keanu Reeves e Laurence Fishburne - após trabalhem juntos na lendária trilogia Matrix. O trailer é estiloso e o filme é visto como uma mistura perfeita de violência extrema com arte cinematográfica.


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