Crítica: ANNA KARENINA (2012) - 4 indicações ao OSCAR 2013

  
  No século 19, em meio a alta sociedade russa, a aristocrata Anna Karenina embarca em um affair que mudará sua vida para sempre. 
  Sinceramente, eu acredito que essa minúscula sinopse seja informação o suficiente para aqueles que pretendem conferir essa produção. Porque, afinal, não estamos falando de um filme que conta com um daqueles roteiros complicados que nos fazem coçar a cabeça ou que possui grandes revelações e reviravoltas ou ainda um tema central complexo. Por tudo isso, eu me sinto seguro em chamar Anna Karenina de um artístico bombom, todo desenhado por fora, mas sem nenhum recheio por dentro. Certo. Entendo que falando assim, a impressão real é de que eu detestei o filme, mas quem foi que disse que um bombom feito do melhor chocolate, mesmo que sem recheio, também não pode ser delicioso?  


  Pelo o que já pontuei fica claro que falar da mais nova versão (estória que já foi adaptada para os cinemas tantas outras vezes) de Anna Karenina, não é falar de roteiro, inovadoras técnicas de direção ou de tecnologia. A apreciação do filme se dá por conta do seu visual. Assistir Anna Karenina é se deparar com figurinos de primeira (você nunca verá uma imagem do filme onde não figure uma peça admirável), direção de arte impecável (um pequeno teatro é o cenário mais frequente no filme e se modifica várias vezes das formas mais inimagináveis e encantadoras), fotografia de tirar o fôlego por tamanha sensibilidade e grandeza e até mesmo uma trilha sonora inspiradora (mesmo que nunca épica, revolucionária).


  O filme concorre nas quatro categorias que acabo de citar acima na maior festa do cinema mundial que acontece amanhã - o Oscar - e marquem minhas palavras: a produção, ou melhor, a figurinista Jacqueline Durran deixará a cerimônia com a estatueta dourada nas mãos por seu grandioso trabalho.
  Anna Karenina custou algo em torno de $30 milhões para ser feito e embora tenha "fracassado" nas bilheterias americanas com uma arrecadação de pouco menos de $13 milhões, mundialmente soma uma quantia saudável de $54 milhões. 


  O filme chega aos cinemas brasileiros em 15 de março. Minha recomendação final? Toda e qualquer experiência cinematográfica é perfeita para o espectador quando ele adentra a sala de cinema sabendo o que esperar. Assim, se você já espera assistir a um filme só para apreciar sua beleza visual (não intelectual) e até alguns pares de interpretações dignas, sem se importar com uma trama batida, eu digo: Vá até o cinema mais próximo dia 15 de março e assista Anna Karenina.
  Esse humilde crítico que aqui vos fala foi conferir só pelo visual, e admitindo que o filme está longe de ser o melhor de seu ano, mas que sem dúvida é o mais belo dentre todos, eu posso garantir que quanto a isso eu não fui decepcionado.






NOTA: 7

TRAILER:




Mágico de Oz

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