PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES 2013

Após 11 dias de festival, a alegria tomou conta de Cannes quando Steven Spielberg, presidente do júri, anunciou a “Palma De Ouro”. O grande prêmio foi entregue ao franco-tunisiano Abdellatif Kechiche pelo filme “LA VIE D’ADÈLE”, que logo após sua sessão já era tido como a “sensação” da atual edição do festival. E o diretor foi corajoso, num filme de quase três horas, narra o despertar de um romance lésbico. O filme também já recebeu seu título americano como “BLUE IS THE WARMEST COLOUR” e seu cartaz oficial. Foi a consagração de Abdellatif que vem de trabalhos premiados como “O SEGREDO DO GRÃO” e “A ESQUIVA”, filmes mais sociais e sérios.







O grande prêmio, tão importante quanto a “Palma De Ouro”, foi entregue aos maravilhosos irmãos Coen. Seu filme “INSIDE LLEWYN DAVIS”, que caiu nas graças da crítica, narra um pouco da biografia do cantor “Folk” Llewyn Davis, considerado um precursor e que viveu na década de 60. O elenco formado por Oscar Isaac, Justin Timberlake e Carey Mulligan ficou extremamente emocionado.


Um mexicano, Amat Escalante, foi eleito o melhor diretor do festival com seu longa “HELI”, filme em que evoca problemas da sociedade mexicana em lidar com tráfico de drogas e violência. A pobreza e a crueza da marginalidade são vistas sob um ponto de vista, que tenta ser humano, mas que permanece na intolerância.  

Mais um prêmio esperado, o “Camera D’Or”, a “câmera de ouro”,sempre vai para um diretor estreante e esse ano foi concedido a Anthony Chen, de Singapura, pelo filme “ILO ILO”, sobre a vida e os impasses de 3 irmãos na Singapura dos anos 70. Considerados um dos filmes mais humanos desta edição.


A premiação pra melhor ator foi considerada unânime, o ator Bruce Dern conseguiu arrebatar os corações por sua interpretação no filme “NEBRASKA”, do diretor Alexander Payne de “OS DESCENDENTES”, vencedor do Oscar em 2012. A história, simples, tocante e certeira, fala de um velho e sua aproximação do filho, em busca de um prêmio de loteria. Com certeza, trabalho que  estará presente na próxima edição do Oscar.

Já melhor atriz foi para Bérénice Bejo, que ganhou notoriedade em “O ARTISTA”. Dessa vez ela atuou em “LE PASSÈ” do iraniano vencedor do Oscar Asghar Farhadi. A trama explora relações marcadas pela hipocrisia e omissão e a atriz dá um banho de interpretação.

Considerado violento demais o prêmio de melhor roteiro foi para “A TOUCH OF SIN” do chinês Jia Zhangke, que sempre vence prêmios também. Na trama 4 pessoas de classes e regiões diferentes se cruzam. Sem sombra de dúvida um trabalho imperdível.

E pra finalizar o grande prêmio do júri foi entregue ao japonês Hirokazu Kore-Eda por “LIKE FATHER, LIKE SON”, filme sobre pai que se vê diante da realidade que seu filho foi trocado após o parto. O diretor é considerado um dos grandes nomes do cinema japonês da atualidade e já foi vencedor em outras edições do festival.
O balanço do festival esse foi extremamente positivo, grandes filmes, grandes atuações, presenças ilustres durante todos os dias e uma premiação bem balanceada. Agora é esperar pelas estréias dos filmes e torce pela distribuição de todos no Brasil.














Daniel Serafim Mais Cinema

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