Crítica: Pela Vida de Meu Filho (1997 Jim Abrahans)



Filme: Pela Vida de Meu Filho
Gênero: Drama
Direção: Jim Abrahans
Ano: 1997

Se existe uma palavra que define Meryl Streep é: diva. Entretanto isso ainda é pouco para ela, muito, muito pouco. O jornal Usa Today a define como a melhor atriz viva, já eu, em minha mais singela opinião, prefiro conceitua-la com todos os mais superlativos adjetivos existentes. Então, antes de apresentar a crítica do filme, tenho sim a OBRIGAÇÃO de falar dessa grande atriz que certamente está entre as melhores de toda a história da atuação, uma vez que seu talento não é exclusivo do cinema.

Estudou música, arte dramática e ópera na universidade de Yale. Após finalizar os estudos, trabalhou para o Theatre Repertory Company, de Phoenix e obteve reconhecimento ao ser nomeada para o Tony Award e por vencer o Outer Critics Circle Award. Em 1971, recebeu seu B.A. (Bacharelado de Artes) em Teatro na Vassar College. É a recordista de indicações ao Oscar de atuação, entre homens e mulheres, também conhecida pelo perfeccionismo que costuma ter ao interpretar os seus personagens. Tanto poder a possibilita escolher e fazer o papel que quiser, não importa qual for o personagem, aliás, Meryl Streep pode interpretar uma estátua de praça que será louvada pela atuação. Até o momento ganhou três estatuetas do Oscar por Kramer VS Kramer (1979), A Escolha de Sofia (1982) e A Dama de Ferro (2011).


Meryl possui tantos bons filmes que não foi difícil para eu escolher um deles e apresentar uma crítica. E agora sim falemos de Pela Vida de Meu Filho, mesmo não sendo um dos mais conhecidos, é por certo um filme que expõe o porquê de Meryl Streep ser... Meryl Streep.


Quando Lori eimuller (Meryl Streep) descobre que seu filho mais novo tem epilepsia, ela resolve investir em um tratamento médico convencional para tentar controlar as crises do menino. À medida que a saúde do jovem Robbie (Seth Adkins) começa a piorar, ela também começa a desconfiar da eficiência do hospital e dos médicos, e passa a se sentir frustrada. Ela resolve então tentar um tratamento alternativo chamado Dieta Ketogenic, só que é confrontada pelo médico de Robbie, que não quer deixá-la usar a dieta como tratamento. Desesperada, ela vai enfrentar o médico e depositar todas as esperanças em um método ainda pouco conhecido.

Pela Vida de Meu Filho é um filme que aborda o tema da epilepsia. Jim Abrahans, normalmente um diretor de comédias, ficou interessado no projeto porque seu próprio filho Charlie também tem epilepsia. Charlie inclusive faz uma participação no filme como amigo de Robbie. Charlie Abrahams, o filho do diretor, costumava ter 90 ataques epiléticos por dia antes de começar a dieta Ketogenic – apresentada no filme e a qual a personagem de Meryl luta para conseguir para o filho –, quando passou a ter nenhum. Jim dirige com maestria e não apresenta nada de errado no filme que deva ser observado. A trilha sonora é um show a parte: linda, tocante, envolvente e não reprime a mensagem que o filme busca passar.


Meryl atua magnificamente bem, o que não se trata de uma surpresa o fato de conseguir comover o expectador com as angustias e turbulências que sua personagem enfrenta. No filme veremos a estrutura de uma família esfacelar, o casamento de um casal apaixonado ser subjugado perante a dor do filho doente e as dívidas que vão se acumulando, tornando ainda mais difícil a decisão de manter Robbie a salvo, mesmo que os tratamentos sejam caros e de mínimo efeito.

Resumidamente, o filme, além de tudo, é um manual de amor para que as mães de crianças com a doença vejam que sempre há esperança, mesmo que seja mínima e duvidosa. 

NOTA: 10

Olhos Famintos

Sou um autor mineiro de Belo Horizonte e apaixonado por ficção e outras nerdices desde a infância. Decidi ser escritor assim que escrevi a minha primeira história – a primeira relativamente boa história –, por volta dos oito anos. Nos primeiros anos da minha adolescência, me engajei em ler e escrever no intuito de ganhar técnica na escrita. Em um concurso na quinta série ganhei o primeiro lugar na composição de um poema e, anos mais tarde, no meu último ano de escola, dirigi, produzi e escrevi uma peça de teatro, assim como, em parceria com uma colega, escrevi e divulguei pela mesma escola um conto de terror. Atualmente rabisco, escrevo e planejo os livros que irão compor a saga O Mestre do Tempo, como também, escrevo para o Minha Visão do Cinema.

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