CRÍTICA: Sharknado (2013)

Sharknado (2013)




  
Sharknado é um telefilme americano produzido pelo –estranho e duvidoso- canal ‘Syfy’, que é conhecido por seus filmes e seriados bizarros, mal feitos e, por vezes, sem sentido algum. O trailer do filme foi lançado há algum tempo e muito se falou sobre. Negativamente, claro, já que a primeira coisa que vinha à cabeça de qualquer ser humano que visse aquele trailer era um grande e gordo “WTF?”!!! O que esperar de um filme onde os tubarões caem do céu e ‘voam’ em tornados? Até então, nada de mais, era apenas mais um trailer bizarro dos filmes do tal canal. Mas, alguma coisa em ‘Sharknado’ iria surpreender.
O filme estreou em julho na TV e nada se esperava dele. Entretanto, os críticos começaram a expor suas opiniões que (mesmo sendo inacreditável) eram muito positivas. O filme acabou indo parar nos cinemas, abastecendo 200 salas com seu público curioso. Inacreditavelmente, se tornou febre nos Estados Unidos e outras partes do mundo, sendo alvo de piadas e ‘chacotas’ que, apesar de engraçadas, traziam um marketing positivo. Até mesmo a atriz Mia Farrow (sim, a nossa querida Rosemary de “O bebê de Rosemary”) expôs sua alegria em ter assistido o tal filme bizarro no seu twitter, chamando mais atenção ainda pro ‘bendito’.

Bom, não posso negar que tudo isso chamou, também, a minha atenção. Com todo o alvoroço, resolvi assistir, e, surpresa: preferiria ter assistido a um filme do Adam Sandler protagonizado pela Lindsay Lohan! Simplesmente fiquei desorientado tentando entender o motivo das críticas animadoras que o filme recebera. Não encontrei.
Sharknado mostra um ataque de tubarões a uma cidade, porém, não em alto mar e sim ‘em alto ar’. Exato, meu caro leitor, você leu ‘em alto ar’. Depois da formação de tornados que surgiram no mar, tubarões são arrastados pelo vento fazendo-os ‘voarem’ pela cidade, caindo sobre as ruas e casas e devorando a população. Não ria ainda.
Os efeitos usados no telefilme não têm nada de especiais. São risíveis e amadores chegando a causar desconforto aos olhos (um filme da década de 1970 teria mais qualidade). Os ângulos de câmera vão do comum ao péssimo, como a cena onde focam o rosto da personagem sem o menor fundamento ou propósito; o que me leva a lembrar que, além disso, temos as “interessantes” atuações. O nome mais conhecido é o de Tara Reid (da saga ‘American Pie’), que aqui, tem uma performance absurdamente vergonhosa. Talvez a pior de todas. Chego a tentar compará-la com a atuação de Lohan no, também telefilme, “Liz & Dick”, onde interpreta (ou, pelo menos, tenta) a querida Liz Taylor. Uma armadilha da vida. Enfim, além dela temos outros nomes um tanto desconhecidos que, pela falta de talento, prefiro nem comentar.




De qualquer forma, Sharknado conseguiu fazer o que se tem visto há algum tempo, filmes ruins arrastando multidões e embolsando uma bilheteria gorda e fazendo barulho. Tal feito já rendeu a confirmação de uma continuação, a estrear em 2014. Cá estou para dar a minha visão do filme e digo: é um dos piores filmes que assisti nos últimos anos e as críticas internacionais foram a isca perfeita para que eu caísse nessa armadilha.




Nota: 1






Direção: Anthony C. Ferrante

Elenco: Tara Reid, Ian Ziering, John Heard, Cassie Scerbo.



Trailer:








O Peregrino Solitário

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