42 - A HISTÓRIA DE UMA LENDA (42, EUA, 2012)

(Crítica publicada por "Anjo Da Guarda", com seu nome original, no caderno de Cinema da Rede Bom Dia de jornalismo, edição de Itatiba, São Paulo)

“O tema não é original, mas com mensagem inspiradora sobre o preconceito, o filme mostra uma história verídica, digna do nosso conhecimento e que é de ser aplaudida de pé. E chama a atenção a linda interpretação de Harrison Ford.”



Filmes que se passam durante a segregação racial, pós 2ª guerra mundial, nos EUA, tem por si só um apelo dramático e social muito grande. E chamam a atenção do público. Pois bem, em “42 – A História de uma Lenda (42, EUA, 2012)”, lançado direto em dvd no país, vemos a história de Jackie Robinson (Chadwick Boseman), o primeiro negro a entrar para a maior liga de basebol americana, através das mãos de Branch Rickey (Harrison Ford), que tornou-se uma lenda. Mas tornou-se uma lenda, não só pelo fato da espécie de vencer corajosamente o tabu e a humilhação da segregação, mas principalmente por fermentar o mundo do esporte com a ideologia.  Afinal, na época vivia-se, o que hoje raramente acontece, o intuito puro no esporte, ou seja, o de unir, inspirar e fazer chorar sobre o time. Aliando isso a história de superação de “42” temos o enredo quase perfeito.


Lógico, no filme estão aqueles velhos clichês de sempre, a trilha sonora quase monumental que manipula o espectador, o apelo emocional que é grande, mas chama a atenção a veracidade da história, a veracidade da época e as boas interpretações. Surge um Harrison Ford no papel do homem que acreditou que seria possível o basebol vencer o limite da segregação, um personagem brilhante e, talvez pela primeira vez, é possível acreditar que o ator, ícone de uma geração, ainda pode extrair de si o que tem de melhor: a interpretação. O ator que interpreta Jackie (Chadwick Boseman) não faz um trabalho assim tão eloquente, mas é extremamente competente. Enfim, pelo sim e pelo não, a história precisa ser louvada e vista. Precisa ser apresentada aos nossos filhos como mais um registro do que seres humanos podem fazer uns pelos outros, contra ou a favor. Com certeza, o filme entrará para a matéria de muitos professores, afinal nunca é demais.



NOTA: 7,5





Daniel Serafim Mais Cinema

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