CRÍTICA: O DIABO VESTE PRADA



Afinal qual é o motivo para trazer de volta a vida essa boa comédia lançada lá, lá atrás em 2006? Bom, eu culpo o fato de ter lido a continuação do primeiro livro, "A vingança veste Prada" e com a confirmação de que esse também irá para os cinemas em 2015, de repente bateu aquela vontade de fazer o que mais gosto. Compartilhar com vocês, amigos fãs de cinemas/ leitores, sobre um bom filme que trabalhou o seu caminho de volta à minha mente.
Adaptado do livro de mesmo nome, O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada), foi um enorme sucesso comercial tendo custado US$35 milhões e arrecadado US$125 milhões só nos EUA. O livro - igualmente sucesso - foi polêmica pura quando lançado. Claramente se baseia na poderosa figura da moda internacional, Anna Wintour e a trama a apresenta como um diabo desalmado que faz da vida de suas assistentes um inferno (fortes indícios de que seja tudo verdade), só que aqui ela é Miranda Priestly e a revista onde ela é editora chefe não é a suprema VOGUE e sim a fictícia RUNWAY.


A recém-oscarizada Anne Hathaway interpreta a protagonista Andy que é uma jornalista engajada com matérias importância social que à procura da sua primeira grande oportunidade profissional acaba se vendo infiltrada nesse mundo da moda do qual ela é totalmente indiferente. A sempre excelente Meryl Streep interpreta "o diabo" e ela nunca antes esteve tão fria em cena. Os olhares, a voz sempre baixa e ao mesmo
tempo rígida. Inteiramente merecida a sua (sim, mais uma) indicação ao Oscar de melhor atriz, o que para um filme com essa temática (aparentemente outra comédia sem maiores pretensões ambientada no mundo da moda. Filme "pipoca para mulheres") foi um diferencial e tanto para a premiação. Emily Blunt também coloca sorriso em nossos rostos como a assistente estressada, obstinada. É todo um elenco que se resume apenas a acertos.


O sucesso de um filme é sempre a combinação de ótimo roteiro + ótimo diretor. Mesmo que não haja diálogos profundos aqui ou nada muito inspirado, o bom humor inteligente é vívido e o trabalho do diretor David Frankel é feito com dedicação e ritmo.
Entrar no tópico "quesitos técnicos do filme" é falar basicamente da trilha sonora incrível e figurinos de primeira. O Diabo Veste Prada talvez seja o filme com a melhor coletânea de músicas da "atualidade". Já no começo nos entusiasmamos ao ouvir a boa "Suddenly I see" e apenas aos dez minutos de filme "How Come" e depois só tem mais e mais música boa desde Madonna até U2. 


Assim como a indicação de Streep, a indicação do figurino do filme ao Oscar foi inusitada. Uma categoria que sempre dava exclusiva atenção ao guarda-roupa de filmes que continham vestidos enormes do século passado, de repente dar algum crédito a um filme que apresenta jaquetas e botas moderninhas e vestidos de gala da mais recente coleção... Aplausos para o trabalho musical do compositor Theodoro Shapiro e aplausos para a figurinista Patricia Field (a mesma responsável pela referência eterna de moda, a série Sex And The City). 
Um filme que não é nenhum exercício de "reflexões profundas" ou "novidades", mas sim um verdadeiro editoral de moda em movimento, uma coletânea pra lá de animada de músicas e um passatempo com risadas (mesmo que brandas) salpicado com atuações de primeira durante 1h45m.

NOTA: 9





Mágico de Oz

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