CRÍTICA: "Gravidade" (Gravity - 2013)

Gravidade (2013)




Muito se esperava do filme “Gravidade” desde que seu primeiro trailer foi divulgado. Mais ainda quando saíram as primeiras críticas internacionais. Pois bem, o filme prometeu e cumpriu. Finalmente a corrida pelo Oscar 2014 começou de verdade!

Dirigido pelo excelente Alfonso Cuarón (“E sua mãe também” e “Filhos da Esperança”), “Gravidade” narra a história de uma equipe de astronautas, que trabalha em reparos, vitimados por uma chuva de destroços de um satélite que destroem seu ônibus espacial, deixando apenas um sobrevivente. Esse sobrevivente é a Dra. Ryan Stone, muito bem interpretada pela Sandra Bullock, que, se vendo sozinha no meio do espaço, luta por sua sobrevivência lidando com a falta de experiência, a solidão e a Física.



Com um roteiro simples, sem rebuliços, ‘Gravidade’ consegue ser impecável, justamente pela precisão e genialidade do seu diretor que explora o melhor do seu filme em detalhes. Se eu fosse apontar pontos fracos do filme, eu diria os diálogos que são bastante simples, mas levam o filme com clareza, e, talvez, o personagem de George Clooney tentando ser um garanhão e trazendo humor ao filme. Bom, nada disso estraga a narrativa visual e filosófica do filme. Sim, um filme que não se limita à tragédia e drama, mas fala da vida e do renascimento. Devo mencionar uma cena (talvez a cena mais linda do filme, pra mim) onde a Dra. Stone, depois de tanto sofrimento, alcança seu objetivo de chegar à outra nave. Ao entrar, ela tira a sua veste de astronauta ficando apenas com uma roupa simples e, ali, se livrando do cansaço, levita em gravidade zero ficando levemente em posição fetal, mostrando sua fragilidade humana. É absolutamente lindo!

Somamos a apologia poética à espetacular técnica visual que o filme traz. É absurdamente perfeito. Se o mestre Stanley Kubrick, em 1969, levou para casa o Oscar de Efeitos Especiais por “2001”, ano que vem Cuarón também o fará, sem dúvidas. É lindo ver o espaço de forma tão simples e profunda, ver a Terra do alto com sua beleza natural. É incrível. Tive a mesma sensação de quando assisti “As aventuras de Pi”, uma beleza estonteante (muito favorecida pela excelente utilização da técnica 3D). Além disso, é muito bacana ver o que a câmera faz. Agradavelmente, nas primeiras cenas, ela parece flutuar em torno dos personagens e do campo, lembrando a gravidade zero. Há momentos em que ela entra no capacete da personagem, nos deixando tão tensos quanto a própria e sua respiração intensa. Nós nos sentimos no espaço. Por isso e por aquilo, as categorias técnicas do Oscar 2014 já estão praticamente garantidas.


A excelência do desenvolvimento se encerra com uma cena final digna de Kubrick. Não, não estou sendo exagerado. Bullock dá vida a uma cena icônica, mostrando seu renascimento depois de lutar bravamente contra sua fragilidade emocional e suas maiores inseguranças. É o renascer da vida. É lindo! Adianto que a Sandra Bullock pode não levar o Oscar de Melhor Atriz, mas, como disse, na melhor interpretação de sua carreira, ela faz parte de uma obra-prima cinematográfica, já que um filme, independente de prêmios, fala por si só.

É lindo! É profundo! É genial!




NOTA: 10 



"Gravidade"
Título original: 'Gravity'
Ano: 2013
Duração: 91 min.
Gênero: Ficção Científica/Drama
Direção: Alfonso Cuarón
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney.


Trailer:







O Peregrino Solitário

3 comentários :

  1. QUE TEXTO MAIS MAL ESCRITO.

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    1. Uau. Considerar uma crítica tão detalhada e cheia de pontos válidos como essa de "texto mal escrito"... Honestamente curioso para saber quais são os seus padrões O.o

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  2. Sugira um texto melhor escrito. Mesmo assim agradecemos a participação.

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