A REPÚBLICA DE WEIMAR DEFINHA NAS ILUSÕES DO CABARET

Berlim, 1931: o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães ou Partido Nazista pavimenta o caminho para a tomada do poder, o que acontecerá dentro de dois anos. É um dos momentos mais tensos da cena contemporânea. A República de Weimar está com os dias contados. Sobre seus escombros se assentará um regime que dará novos significados à perversão e à barbárie. Apesar de tudo, no Kit Kat Clube predominam o escapismo e a diversão. O Mestre de Cerimônias comanda o espetáculo: o mundo é uma festa! Não ouse duvidar, mein herr!







Cabaret

Direção:
Bob Fosse


Produção:
Cy Feuer


ABC Pictures Corporation, Allied Artists Pictures Corporation, ABC Circle Films, 20th. Century-Fox, Feuer & Martin Production


EUA - 1972


Elenco: Liza Minnelli, Joel Grey, Michael York, Helmut Griem, Fritz Wepper, Marisa Berenson, Elizabeth Neumann-Viertel, Helen Vita, Sigrid von Richthofen, Gerd Vespermann, Ralf Wolter, Georg Hartmann, Ricky Renée, Estrongo Nachama, Kathryn Doby, Inge Jaeger, Angelika Koch, Helen Velkovorska, Gitta Schmidt, Louise Quick e os não creditados Oliver Collignon, Pierre Franckh.




Dançarino e coreógrafo com farta experiência em produções hollywoodianas, Bob Fosse faz bonito ao estrear na direção de filmes, em 1968, com o feérico e inicialmente incompreendido Charity, meu amor (Sweet Charity, 1968). A história, ambientada em Nova York e livremente inspirada no roteiro de As noites de Cabiria (Le notti di Cabiria, 1957), de Federico Fellini, narra as desventuras de uma patética, otimista e simplória garota de programas (Shirley Maclaine), incansável na busca do amor verdadeiro.



A fria recepção angariada com esse primeiro trabalho condena Fosse a três anos de ostracismo. Nem mesmo a rápida e positiva reavaliação crítica do filme, imediatamente guindado à categoria de cult, basta para reabilitá-lo junto aos estúdios. Mas nada como um dia após o outro: em 1972, Cabaret, segundo filme do diretor, conquista 5 Globos de Ouro e disputa em pé de igualdade com O poderoso chefão (The godfather, 1972), de Francis Ford Coppola, dez indicações ao Oscar. A saga mafiosa adaptada da novela de Mario Puzzo recebe três estatuetas, inclusive a de Melhor Filme. Cabaret abocanha oito, para Direção, Atriz (Minnelli), Ator Coadjuvante (Grey), Fotografia, Montagem, Cenografia (direção de arte e decoração), Som e Trilha Musical Adaptada. Também concorre nas categorias de Filme e Roteiro Adaptado.


Para continuar lendo, acesse: http://cineugenio.blogspot.com/2013/03/a-republica-de-weimar-definha-nas.html




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