Crítica: I Origins (2014)


O que é o amor? Ele é mais forte que o tempo, religião e crenças? O diretor Mike Cahill no qual escreve e produz o filme, conta numa bela história de como o amor pode sobreviver no “afterlife” e que talvez Deus brinque conosco. A produção apresenta uma bela fotografia graças ao alemão Markus Förderer, a beleza que ele consegue passar é incrível, o mais espetacular ainda é como tanto o diretor como ele mesmo, consegue criar um mundo particular da ciência e misturar com a religião, criando um grande mistério entorno de tudo.

O filme conta a história de Ian (Michael Pitt) um biólogo que trabalha para descobrir a origem da vida e se existe mesmo a tal famosa particular Deus, ou seja, um ser inteligente que nos criou. No meio disso ele conhece a bela Sofi (Astrid Bergès-Frisbey), uma moça impulsiva que ao contrario de Ian acredita em Deus e num mundo espiritual. Eles se conhecem numa festa, mas quando finalmente ia transar ela desiste e vai embora deixando ele perplexo pela atitude da moça. Sua única pista são seus olhos, já que ele tem certa mania em fotografá-los e ela estava com uma mascara. Assim ele parte numa jornada para descobrir quem era a misteriosa moça. Ele a encontra pela internet. As cenas aonde eles se vem novamente é simplesmente genial. Gostei da câmera e dos enquadramentos e de como ele se afasta e ao mesmo tempo mantém um plano aberto. É como se o diretor nos convidasse para ser o voyeur daquela relação.


Michael Pitt atua muito bem como esse biólogo que depois de um acidente com a sua amada, sua vida vira de cabeça para baixo. O filme da um pulo de sete anos. Nesse tempo ele já está casado com a sua ex-estágiaria Karen (Brit Marling) e conseguiu provar a não existência de Deus dentro de suas pesquisas. A partir disso eles têm seu primeiro filho no qual foi diagnosticado com autismo. E numa série de testes com fotos, a criança começa a reagir em algumas imagens especificas que causa uma curiosidade no casal. Eles investigam e descobrem que a criança viu uma série de imagens da vida de outra pessoa. Assim Ian é colocado em prova sobre a existência de Deus ou não.

O filme conta com várias reviravoltas. Dentro disso temos beleza em cada detalhe de cena, o próprio roteiro que completa com seus diálogos intenso, depressivos e ao mesmo tempo carinhosos, que é claro de enriquecer a trama. Sem falar nas atuações, Michael Pitt e Astrid Bergès-Frisbey são sensacionais. Difícil você não ficar apaixonado por ela e pelo seu carisma também.



Confira esse excelente filme que não só conquista pela sua maneira pouco peculiar de descobrir a vida, amor e a felicidade e também a perda disso tudo. E nada normal como a vida né?


Direção: Mike Cahill

Elenco: Michael Pitt,Brit Marling,Astrid Berges-Frisbey,Steven Yeun,Archie Panjabi,William Mapother,Cara Seymour

Sinopse: Ian Gray é um jovem biólogo molecular. Um dia, ele encontra a bela Sofi, e os dois se apaixonam, mas antes do que imaginava, Ian deve dar adeus à sua amada. Este homem cético passa a pesquisar nos conhecimentos científicos alguma maneira de trazer Sofi de volta. Para isso, ele tem a ajuda de sua colega de trabalho, Karen.


João Trettel

Gosto de cinema desde criança. Passei a infância com os filmes da “Sessão da Tarde” e do “Cinema em Casa”. E também assistia o extinto “Cine-Trash”, quando conseguia escapar da minha mãe. Desenvolvi o gosto por vários filmes aos longos dos anos, amo filmes clássicos de todos os gêneros. Comecei a estudar cinema na faculdade e a desenvolver um gosto pela crítica cinematográfica. Hoje estudo história e sonho ser professor de história do cinema, assim unindo duas paixões minhas. Amo quadrinhos, livros e discos, no qual coleciono vários. Acredito que o cinema deva ser acessível a todos e também mais estudado.

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