Crítica: Animal (2014, de Brett Simmons)




Atualmente os filmes de terror principalmente os lançados nos cinemas são os mais genéricos possíveis. A grande maioria se restringem a abordar temas sobrenaturais, como fantasmas, demônios ou possessões, e isso é claro sempre é mostrado no estilo 'found footage'. Felizmente este Animal lançado em 2014 foge a esta regra, visto que, ele aborda o tema monstros assassinos, que já rendeu alguns filmes bons em um passado não tão distante.


Na trama conhecemos um grupo de amigos formados pelos irmãos Jeff (Parker Young) e Alissa (Keke Palmer), que resolvem levas seus amigos Matt (Jeremy Sumpter), Mandy (Elizabeth Gillies) e Sean (Paul Iacono) para um passeio por uma floresta que eles costumavam ir durante a infância. Quando escurece, os cincos amigos tentam voltar para o carro, porém, se deparam com uma criatura que fará de tudo para se alimentar deles. Fugindo, os amigos encontram uma cabana no meio da floresta, onde estão três sobrevivente da criatura, formados por Carl (Throsten Kaye), Vicky (Joey Lauren Adams) e Douglas (Amaury Nolasco). Agora, juntando as forças , os sobreviventes terão que armar um plano para fugir da criatura e se salvarem.






Pela sinopse já se percebe que esta produção é mais do mesmo, pois, colocar jovens em um floresta no qual serão perseguidos por uma criatura sanguinolenta não é das ideias mais originais, entretanto, analisando os pontos positivos e negativos até que dá para se divertir com este filme, desde que, quem for assistir não espere muita coisa.


O roteiro é um fiasco, não existe muito para se elogiar, a situação em que os jovens se encontram é muito clichê, a história em si é vazia, apenas adolescentes tentando sobreviver, nada além disso. O roteiro em determinado momento até que tenta desenvolver os personagens quando eles começam a revelar segredos, como por exemplo o fato de uma personagem estar grávida ou o fato de um personagem ter um relacionamento proibido, mas essas questões são jogadas na nossa cara em uma cena e nunca mais são lembradas ou desenvolvidas no decorrer da trama. Mas, duas coisas devem ser elogiadas, a primeira delas é a ordem das mortes, que estão bem interessantes e meio que vai pegar muita gente de surpresa, pois personagens que costumam sobreviver morrem e vice-versa. Curiosamente a primeira e a última morte foram as que mais me surpreenderam. Outra coisa que me agradou muito, foi a questão da natureza humana desenvolvida no filme, pois em situações de perigo extremo as pessoas fazem de tudo para se salvarem, mesmo que tenha que sacrificar seus semelhantes, isso foi abordado de forma satisfatória e rendeu algumas cenas legais. Após assistir o filme fiquei pensando se o título fez referência ao monstro ou as pessoas que agem com animais em situações difíceis.






O filme é bem curto, e isso se torna positivo, visto que, a trama é mais ágil e sem enrolações, não demora muito para o caos se instalar. As mortes estão até legais em sua grande maioria, com direito a muito sangue e tripas, porém outras ficaram a desejar, principalmente as que ocorrem mais para o final, pois, muitos personagens ficaram vivos e o roteiro meio que resolveu eliminar eles quase que ao mesmo tempo, deixando as mortes sem impacto e sem uma finalização decente.

O elenco é composto por rostos bem conhecidos como Keke Palmer (da série Scream Queens), Elizabeth Gillies ( do filme Férias Frustradas de 2015), Parker Young (da série Suburgatory), Jeremy Sumpter (do filme Peter Pan de 2003) e Amaury Nolasco (do filme Duro de Matar - Um Novo Dia Para Morrer). Apesar das atuações não serem excelentes, elas estão aceitáveis na medida do possível, o que prejudica mesmo é a falta de um desenvolvimento mais aprofundado dos personagens para que possamos torcer por suas vidas.


O monstro também é outro ponto alto do filme, que graças a Deus não é feito com os efeitos de CGI, aqui eles utilizaram a forma convencional (máscara e maquiagem) o bicho é bem feito e muito feio, em alguns momentos até lembra aqueles bichos do filme Banquete no Inferno, o interessante é que ele é inteligente, sendo capaz de criar armadilhas para pegar suas presas.





O final não é ruim, mas acho que ficou muito corrido. Muitos poderão reclamar da falta de explicação em torno da criatura, se perguntando de onde ela surgiu ou como chegou lá, mas, neste caso eu achei melhor, pois qualquer explicação poderia ficar ridícula, é melhor assim, pois permanece o clima de suspense para uma possível sequência que espero que aconteça, principalmente depois daquele gancho na última cena.


Enfim, Animal não é o melhor filme de terror que já vi, mas acaba que ele se destaca por trazer algo no mínimo divertido de acompanhar e acaba servindo como um mediano entretenimento para quem curti filme de monstros assassinos. Só informo que não esperem grandes coisas, pois, a decepção poderá ser grande.





Título Original: Animal

Direção: Brett Simmons

Elenco: Keke Palmer, Elizabeth Gillies, Parker Young, Jeremy Sumpter, Paul Iacono, Amaury Nolasco, Thorsten Kaye, Joey Lauren Adams, Eve.



TRAILER:




Jackson Willian

2 comentários :

  1. Eu era muito fã de filmes de terror, até que percebi que os filmes desse gênero, desde o início do século 21, perderam o foco. Os roteiristas não tem mais criatividade. É só mais do mesmo, principalmente na escolha dos atores: jovens desprovidos de emoções e personalidade. Se qualquer um desses personagens morrer, não faz diferença, pois os atores não transmitem nada mesmo.

    A repulsa por atores de meia-idade e velhos, é evidente, num claro apelo comercial e desejo de juventude eterna dos cineastas.

    Chega a ser cômico ver o botox na maioria dos rostos das atrizes que as deixa com aspecto de massa de pastelão ou mesmo de boneca de cera. Os seios, recheados de silicone, é outra característica risível, como se seios naturais fossem duros.

    Os roteiros, sempre baseados em filmes de terror da década de 70 e 80 do século 20.
    E diziam haver filme trash nas décadas passadas. O que dizer desses lançamentos? Puro lixo que mal se aguenta assistir por 45min. Por 1h30min. é um sacrifício.

    Meu caro blogueiro, eu gostaria que vc aproveitasse melhor o seu tempo com algum filme bom, mesmo que tenha sido feito em 1940. Só como exemplo, o Hitchcock foi um artista brilhante e poderia servir de inspiração.

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    1. Caro Paulo, muito obrigado pela sua participação.
      Concordo com tudo o que disse sobre as produções de terror da atualidade.
      Seguirei seu conselho quanto aos filmes de Hitchcock.

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