Crítica: Evereste (2015, de Baltasar Kormákur)



Um bom filme que não foi tudo que poderia ser. Assim podemos resumir Evereste, modesto sucesso de 2015. O filme era um dos mais esperados do último ano, devido a competente equipe envolvida na produção. A trama traz a verídica trajetória de dois grupos que tentam chegar ao topo do Evereste, mas são pegos de surpresa por uma terrível tempestade. Na direção temos o bom Baltasar Kormákur, que já trouxe filmes competentes como Dose Dupla e Contrabando.
O elenco tem nomes de peso, uma constelação reunida em cena, como: Robin Wright, Jake Gyllenhaal, Keira Knightley, Josh Brolin, Sam Worthington, Jason Clarke, Emily Watson, Michael Kelly, entre outros. E todos se saem bem nos seus respectivos papéis. O problema é que ninguém se sobressai o suficiente para um prêmio, como o Oscar por exemplo. E potencial há o tempo todo. Na verdade toda estrutura do longa parece ter sido feita para concorrer aos prêmios de cinema. Mas faltou do diretor puxar um pouco mais a atuação de um ou de outro, para que assim chegasse lá. O resultado é que todos atuam muito bem, mas de maneira contida, o que de certa forma pode ter sido um desperdício.


A direção de Baltasar Kormákur é um pouco lenta na primeira hora de filme, mas vai ficando mais tensa com o desenrolar dos fatos, quando os personagens são levados ao limite. Paralelamente, enquanto a situação se complica, uma triste trilha sonora se apresenta, deixando-nos com um sentimento frio e de tristeza. Se esta característica afasta o telespectador em alguns momentos, por outro o clima do filme se assemelha muito com o da montanha. É como se o filme em si fosse o perigoso monte, deixando-nos assim a sensação de medo, de realmente estarmos lá. E quando a câmera chega na beira dos precipícios, é quando finalmente nos apercebemos que de certa forma estamos lá e tememos pelos personagens, mesmo já entendendo bem cedo que muitos deles não voltarão.

Evereste traz uma triste trilha sonora na sua reta final, uma fotografia branco-azulada linda, com pequenas cenas de raio de sol alaranjados. A direção é segura, principalmente na hora final. O elenco é estelar, apenas mal explorado. Visualmente, sentimos a imponência do monte Everest e o arrepio de chegarmos ao topo. É um bom filme, talvez um pouco esnobado pela academia do Oscar. Mas que de certa forma eu entendo, pois poderia ser mais. Faltou muito pouco para ser algo marcante. Mesmo assim recomendo, filmes de situações reais extremas sempre são angustiantes e este não foge a regra. E ainda ensina que se tem algo que devemos respeitar, é a força da natureza.




Título Original: Everest

Direção: Baltasar Kormákur

Elenco: Robin Wright, Jake Gyllenhaal, Clive Standen, Keira Knightley, Josh Brolin, Sam Worthington, Jason Clarke, Emily Watson, Michael Kelly, Vanessa Kirby.

Sinopse: Evereste documenta a inspiradora jornada de dois diferentes grupos de expedição que são desafiados além de seus limites quando são acometidos por uma das maiores avalanches já registradas. Com a coragem testada por um dos fenômenos mais severos do planeta, os escaladores terão de enfrentar obstáculos quase impossíveis em busca de sobrevivência.


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O Vigilante da Noite

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