Crítica: Goosebumps: Monstros e Arrepios (2015, de Rob Letterman)



A série literária infanto-juvenil que leva este mesmo nome foi extremamente popular nos anos 90, ganhando mais de 60 livros sucesso de críticas e vendas e originando uma série de TV que também foi amada. Eis que na temporada do Halloween em 2015 é lançada a superprodução de aventura e comédia infantil. Goosebumps: Monstros e Arrepios traz Jack Black na pele do escritor das histórias. Os terríveis seres dos seus livros ganham vida e escapam, causando assim uma confusão na pequena cidade. A partir daí vemos um filme divertido, mas que apresenta algumas falhas que o impedem de ser mais marcante.

Já vou logo falando dos defeitos. Nem todos os efeitos especiais funcionam. A maior parte da computação é boa sim, mas em alguns momentos é bem artificial, é nítida a computação de alguns seres, dando um ar "falso e inacabado". Outro grande problema é que o casalzinho jovem não funciona. Além das fracas atuações, o romance deles é bobo e tira um pouco da graça da brincadeira toda. Sobra para o talentoso Jack Black (cada vez menos caricato, mas mais sério e maduro) e o menino Ryan Lee salvarem o elenco. Ryan é engraçado, tem talento e acho que tem futuro na comédia. Bem, estes defeitos impedem que o filme seja melhor, mas eles acabam por aí.


A história é nostálgica para quem leu os livros e viu a série. Mesmo que faltem alguns dos melhores personagens, outros estão bem representados. E não só a série Goosebumps, mas o gênero do terror em si é bem elogiado, com diversos elementos: boneco maligno, menino invisível, palhaço assassino, inseto gigante, plantas carnívoras, lobisomem. Está tudo ali, porém de maneira leve. As cenas de aventura e ação, embora exageradamente grandiosas, como pede uma superprodução, ao menos são bem dirigidas. Rob Letterman manda bem neste quesito e a correria empolga na metade final. Algumas piadas funcionam, como a dos duendes de jardim.

Se eu reclamei de alguns efeitos de computação, elogio de pé a direção de arte e fotografia. Não é nada digna de Oscar, mas para um filme infantil de aventura no Halloween, alguns cenários, roupas e designes são bem caprichados. Há alguns momentos com ângulos de câmera interessantes, como nas cenas da roda gigante e na que aparece o boneco Slappy. Mesmo que tenha cenas bobinhas ou carecendo de um roteiro melhor, Goosebumps cumpre seu papel de entreter. Foi um sucesso de bilheteria e talvez haja continuação. Esperamos que seja um pouquinho melhor trabalhado. Agora uma coisa é digna de nota: que o filme do Halloween 2015 de maior bilheteria e sucesso foi um filme infantil, isto merece atenção. E já está mais do que na hora do gênero do horror ser trabalhado com mais cuidado.





Título Original: Goosebumps

Direção: Rob Letterman

Elenco: Odeya Rush, Jack Black, Halston Sage, Dylan Minnette, Amy Ryan, Ken Marino, Jillian Bell, Timothy Simons, Ella Wahlestedt, Ryan Lee.

Sinopse: chateado por ter se mudado de uma cidade grande para uma pequena, o adolescente Zach Cooper (Dylan Minnette) encontra um pouco de esperança quando descobre que uma linda garota, Hannah (Odeya Rush) mora na casa ao lado da sua. Mas cada moeda tem dois lados, e a má sorte de Zach começa quando ele descobre que Hannah é filha do misterioso escritor R. L. Stine (Jack Black), o autor da aclamada série de livros Goosebumps. Acontece que há uma razão para que Stine seja tão estranho… ele é prisioneiro de sua própria imaginação! Os monstros que tornaram seus livros tão famosos são reais, e Stine os mantém presos em seus livros para proteger seus leitores. Quando Zach acidentalmente liberta todos os monstros de alguns manuscritos e eles passam a assombrar a cidade; cabe à Stine, Zach e Hannah a tarefa de trazer todos de volta aos livros que pertencem.

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O Vigilante da Noite

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