Crítica: O Último Caçador de Bruxas (2015, de Breck Eisner)



O sucesso de O Último Caçador de Bruxas é interessante. Devido às críticas negativas e realmente a produção ser um tanto genérica, o filme fracassou em bilheteria nos Estados Unidos e em alguns outros países. Porém em diversos países em que Vin Diesel exerce certa influência, o filme chegou a liderar bilheterias. Isso ocorreu no Brasil, onde o astro é bastante amado. No mês de Outubro, época do Halloween, este filme de ação e efeitos especiais, com leves elementos de terror, liderou bilheterias por algumas semanas. Mas apesar de alguns acertos, o filme tem sim uma série de defeitos bem acentuados.

Embora surpreendentemente Vin Diesel convença nas cenas épicas, com sua barba e caracterização estilo viking, o elenco não atua bem. O astro tem carisma e tenta salvar o filme carregando-o nas costas. A presença do veterano Michael Caine é de luxo, mas aparece pouco. Elijah Wood parece meio perdido, não convence no seu papel, ainda mais levando em conta as reviravoltas finais. Rose Leslie não convence muito e ainda parece presa no seu papel em Game of Thrones. Aliás sua personagem não tem muita importância no filme, é apenas uma representação feminina.



O diretor Breck Eisner, vindo do competente A Epidemia, remake de respeito do clássico Exército do Extermínio, de George Romero; tenta aqui e ali, mas seu filme funciona de maneira genérica demais. O roteiro é raso e mínimo. Algumas das cenas e acontecimentos você já viu em João e Maria: Caçadores de Bruxas, Van Helsing, Solomon Kane e na saga Harry Potter. A edição de som e trilha sonora praticamente não tem atrativos.

Como um dos poucos pontos positivos, além de Vin Diesel, temos algumas boas cenas de ação e efeitos especiais. Nada novo ou extremamente empolgante, mas se garantem para ao menos divertir. Os efeitos plásticos e de maquiagem são o ponto forte. A velha bruxa consegue ser bem assustadora. Pena que além de clichê demais, o filme opta por ser leve, cheio de efeitos de computador que estão ok, mas que no geral soam artificias demais. Se o filme assumisse riscos, sendo forte e com mais terror, poderia ao menos ser mais memorável. A temporada de filmes do Halloween 2015 foi bem fraca e este aqui não ajudou muito. O filme diverte por um momento, mas não é para se levar a sério. Um ou outro bom elemento e mitologia aqui e ali, mas no geral é esquecível. A notícia boa é que ao menos é bem melhor que aquela bomba chamada Frankenstein: Entre Anjos e Demônios lançada no início de 2014.





Título Original: The Last Witch Hunter

Direção: Breck Eisner

Elenco: Vin Diesel, Rose Leslie, Elijah Wood, Ólafur Darri Ólafsson, Rena Owen, Julie Engelbrecht, Michael Caine.


Sinopse: Vin Diesel é Kaulder, um valioso guerreiro que conseguiu derrotar a poderosa Rainha Bruxa e dizimar seus seguidores. Nos momentos que precederam sua morte, a Rainha amaldiçoa Kaulder com sua própria imortalidade, separando-o para sempre de suas amadas mulher e filha. Dessa forma, Kaulder é hoje o único caçador de bruxas vivo, tendo passado os últimos séculos caçando bruxas do mal, em nome da saudade que sente de suas amadas. Entretanto, Kaulder não sabe que a Rainha ressuscitou e busca vingança, causando uma batalha épica que determinará a sobrevivência da raça humana.

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O Vigilante da Noite

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