Crítica: X-Men - Apocalipse (2016, de Bryan Singer)



Em 2000, com o lançamento do primeiro 'X-Men', Bryan Singer revolucionou a franquia de heróis dos quadrinhos da Marvel, fazendo jus a escalar atores de peso para interpretar os tão famosos mutantes. De aí em diante, houveram 2 sequências nos anos seguintes, dois filmes focados na origem de Wolverine, um dos personagens mais importantes da franquia e desde então continuações têm sido lançadas de tempos em tempos fazendo a mesma coisa: contar tudo o que aconteceu antes do 1º filme. Histórias que se interligam com o passado e futuro, ao mesmo tempo que mostra tudo o que aconteceu antes, os filmes vão e voltam no tempo de maneira extraordinária. 'X-Men - Apocalipse' é o terceiro filme que estreou nos cinemas quinta-feira passada e tem passado por várias controvérsias.


Ele tem feito uma boa bilheteria tanto aqui no Brasil quanto nos EUA. Primeiro de tudo, analisando a história, é possível perceber que a filosofia do filme é sombria, visto que Apocalipse era adorado como um deus pela antiga civilização egípcia. A cena inicial é macabra, sua trilha sonora é de arrepiar os braços, pois o ritual realizado por eles é sombrio. Em seguida, vemos que a origem do vilão é tão sinistra que nos tempos atuais, existe uma sociedade secreta que procura por ele em diversos lugares ao redor do mundo. Os mutantes devem então unir forças para enfrentar o caos desencadeado pela ascensão de Apocalipse.




Com relação as atuações, são tão boas quanto ruins. A do vilão, interpretado por Oscar Isaac, de 'Ex-Machina: Instinto Artificial' e 'Suckerpunch - Mundo Surreal' foi a mais fraca. Ele é tão insosso e inseguro que a maioria das suas cenas são monótonas, onde ele mais grita do que fala. Chega a ser irritante.



O desempenho de James McAvoy como Charles é o que merece mais destaque, como em todos os filmes que ele fez nessa franquia. Aqui no caso, temos uma grata surpresa nas cenas finais. Algo que todos estávamos esperando acontecer, cedo ou tarde. Só digo que aqui ele sofre bastante, dando aquela agonia boa que faz o espectador sentir o que ele sente, de maneira inédita até então nos filmes anteriores.



Aqui temos um Magneto mais parado, ele não exerceu uma sublime atuação comparada com os filmes anteriores, claro, ele passa por tragédias pessoais difíceis que o fazem levar a uma reflexão sobre qual lado seguir. Tem horas que imaginamos que ele é do mal, outras que é do bem.



Outra personagem-chave foi Jean Grey, interpretada pela bela Sophie Turner, a Sansa Stark de 'Game of Thrones'. Para alguns espectadores ela pode não convencer à primeira vista, devido a inexperiência, mas diria que ela se saiu bem e tem importância relevante para a trama.



Outros novos atores que interpretam Ciclope e Noturno também atuaram bem, é interessante ver eles como adolescentes na mansão dos mutantes, lutando em batalhas e juntos contra os mutantes do mal. Preste muita atenção em alguns momentos, embora certos momentos infelizmente fiquem desconexos com a história principal, forçando um pouco a barra.




Agora com relação aos efeitos especiais, o CGI deixou a desejar, comparado com seus antecessores. Claro que não são ruins, mas também não são excelentes. Outro ponto foi a parte da comédia: volta e meia haviam algumas piadas, algumas delas são engraçadas, já outras nem tanto. Conforme o tempo passa (sua duração é de 2 horas e 24 minutos), a ação engancha mesmo da metade para o fim, pois o resto é cheio de diálogos e mais diálogos. O desfecho até que foi satisfatório, porém não perfeito.



Pode ir ver no cinema sossegado, embora o 3D não faça tanta diferença, vale a pena ver e se não quiser pagar caro, escolha algum dia que é mais barato, sempre tem algum. Só espero que você não saia pedindo o dinheiro de volta. Recomendo especialmente para quem é fã da saga, aqueles que acompanham desde o início e não deixaram de conferir um filme sequer dos X-Men. Em todo caso, assista e tire suas próprias conclusões.

Nota: 7,5

Direção: Bryan Singer

Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Oscar Isaac, Jennifer Lawrence, Rose Byrne, Nicholas Hoult, Evan Peters, Josh Helman, Sophie Turner, Tye Sheridan, Lucas Till, Kodi Smit-McPhee, Ben Hardy, Alexandra Shipp, Olivia Munn, Joanne Boland, Tómas Lemarquis, Stan Lee.

Sinopse: Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado, para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven, com a ajuda do Professor Xavier, deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.


Trailer:

Mais algumas imagens do filme:













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Eduardo Ben

Sou um jovem que curte bastante cinema, inglês, ler e jogar de vez em quando.

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