Crítica: Uma Noite de Crime: O Ano da Eleição (James DeMonaco, 2016)




Lançado no Brasil como '12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição' (?), o filme bateu em sua noite de pré-estréia US$ 3, 64 milhões de dólares e não deixou a desejar aos fãs. Vem conferir!

Lançado em 2013 a franquia 'The Purge' vem caindo no gosto dos telespectadores e não é para menos. Com uma história nova mas com conceitos antigos, conhemos uma família tentando sobreviver ao dia que conhecemos como expurgo. Que nada mais é do que um dia liberado para cometer qualquer tipo de crime. Ok, isso você provavelmente já sabe. Mas ao passar dos anos - inclusive nos filmes - vimos como a sociedade começou a reagir a esse método que o governo acha perfeito já que os crimes diminuíram drasticamente. 

Perfeito para os ricos e não para os pobres, que é o que vemos no segundo filme 'The Purge: Anarchy'.


No terceiro filme já se passaram 25 anos dessa cultura de morte e crime e é nítido o quanto está enraizado nas pessoas essa questão de se "purificar" e fazer o que quiser. Tanto que nas primeiras partes dos filmes, que acontece horas antes ao expurgo, as pessoas já começam a ficar excitadas e assustadoras. E no meio disso tudo está a senadora Charlene 'Charlie' Roan (Elizabeth Mitchell) que foi a única sobrevivente do expurgo em sua família, sendo totalmente contra ao método ela tenta de todas as formas acabar com isso pela política e tudo começa a dar errado quando ela é traída.




Temos a volta de alguns personagens que participaram dos outros filmes e rostos novos que até dá para simpatizar. Entretando em outros ficamos felizes quando são ''expurgados''. Nesse filme em especial eles mostraram muito mais violência. As cenas não são cortadas. Então dá para ver sangue, tiro e facada acontecendo bem ali sem precisar imaginar como a pessoa ficou. Acredito que isso é uma forma de expressar também a sociedade desse filme. Porque aparentemente, qualquer um é um psicopata em potencial. 


Esse filme é bom por vários aspectos. Primeiro vimos mais uma vez o que o ser humano pode fazer quando tem certos limites (ou a falta deles) e o que a ganância pode trazer de consequências a sociedade, pois o que era aparentemente para o bem se torna totalmente o oposto. Percebemos também o que isso acarreta às pessoas em uma forma mais ampla no sentido emocional, onde qualquer briga que você tenha com alguém pode eventualmente ser a causa da sua morte ou porque simplesmente você pode fazer isso e não acontecer nada depois. Diria que no Brasil isso acontece todos os dias e ninguém está nem ai. Mas mesmo assim ainda tem pessoas tentando lutar e mudar o sistema, o que nunca é fácil. 




As atuações são boas, nada muito excepcional. Mas os efeitos são ótimos, o desenvolvimento da história é bem rápida e apesar dos personagens novos desse filme aparentemente serem importantes ali no momento, não se explica muita coisa sobre quem são ou da onde vieram e muito menos o que fizeram ou não nos expurgos anteriores. Eles simplesmente se conhecem ou se ajudam, ponto final. Mas o visual desse filme é bem mais interessante que dos outros, tem um toque de modernidade  muito mais afiada, vemos pessoas com mascaras que brilham, muitas pessoas vestidas com bandeiras ou como políticos conhecidos, dando a entender um certo senso de patriotismo talvez, drone caçando pessoas. Tudo muito diferente do primeiro filme. E o final é muito bom! Da vontade de ver mais. Um ótimo filme que você precisa conferir.


"This is not a test."

Nota: 8,5.

Direção: James DeMonaco.

Elenco: Frank Grillo, Elisabeth Mithell, Mykelti Williamsonoseph Julian SoriaBetty Gabriel, Terry Serpico.

Sinopse: Após a conclusão de 'Uma Noite de Crime: Anarquia', o policial Barnes (Frank Grillo) se tornou o principal responsável pela segurança da senadora Charlene Roan (Elizabeth Mitchell). Em plena época de eleições, ela é uma das melhores posicionadas nas pesquisas, porque deseja eliminar de uma vez por todas a noite de crime, mas seus planos não saem como esperado. Quando uma traição os obriga a enfrentar as ruas de Washington DC na noite em que nenhuma ajuda está disponível, eles devem permanecer vivos até o alvorecer… ou ambos serão sacrificados por seus pecados contra o Estado.

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Escrito por Natália.



Natália Vieira

Gosto de filmes e sou viciada em séries e música boa. Não tem muito o que dizer depois disso.

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