Crítica: Assassino a Preço Fixo 2 - A Ressurreição (2016, de Dennis Gansel)



Chega ao circuito brasileiro esta semana o longa Assassino a Preço Fixo 2 - A Ressurreição, que marca o retorno de Jason Statham como um imbatível matador de aluguel. No elenco foram adicionadas estrelas como Jessica Alba, Tommy Lee Jones e Michelle Yeoh, o que já gera uma dúvida entre o povo: visto que são raras as vezes que as continuações superam seus antecessores, seria essa sequência desnecessária?





A história acompanha Arthur Bishop, assassino profissional que sempre cumpriu seu serviço, agindo com sigilo e esperteza. Vivendo atualmente no Rio de Janeiro, o homem pensou que havia deixado seu passado criminoso pra trás, porém a situação muda quando um inimigo de seu passado sequestra Gina, o amor de sua vida. Ele é forçado então a dar uma volta pelo mundo para completar três homicídios usando de suas habilidades. A sinopse não engana nem enrola o telespectador; desde o início vemos como Arthur pretendia abandonar sua vida de crime e ficar em paz, até que o jogo muda da noite para o dia.





Primeiro de tudo: saibamos que este é um filme cujo rei é Jason Statham, astro que já fez inúmeros outros longas do gênero de ação como Carga Explosiva e Parker ou seja, não espere nada de diferente, porque ele está sempre com a mesma aparência de sujeito "durão" que "passa por cima" de tudo e todos. É justamente esse aspecto da personalidade que faz com que o ator tenha sua marca própria. Aqui não é diferente: ele volta em grande estilo e Statham demonstra seriedade em seu papel. Diria que sua atuação foi muito boa, uma vez que já vi piores (vide Em Nome do Rei), filme medieval considerado um dos maiores fracassos do astro.



Temos ainda Jessica Alba, de (Quarteto Fantástico) como Gina, namorada de Arthur, que diferente de Sarah, interesse amoroso de Statham feito pela atriz Mine Anden no anterior, tem mais ênfase na história e uma participação maior; seu esforço como atriz está aceitável, mas nada extraordinário. Ali, ela mostra que não é simplesmente uma "donzela em perigo", pois sem dúvidas tentará dar um jeito de escapar. Admito que gosto dos demais papéis de Jessica no cinema, tanto que desde criança admirava seu desempenho como atriz.



Quanto a Tommy Lee Jones: o que dizer dele, né? Astro bem conhecido do público, especialmente por atuar na trilogia MIB - Homens de Preto e Onde os Fracos Não Têm Vez. Em seus 70 anos, o ator também esteve em Jason Bourne. Juntamente com Michelle Yeoh, de Além da Liberdade, ele até tentou se esforçar, porém confesso que não me convenceu muito; esperava mais empenho da parte dele. Contamos ainda com Sam Hazeldine, de O Corvo (2012), no papel do vilão Crain; ele tem praticamente a mesma expressão facial que a de outros filmes e seu carisma não é lá aquelas coisas, mas enfim. Encontra-se na média. Em minha opinião os responsáveis pela escolha do elenco também utilizaram uma boa tática ao escalar rostos famosos que embora não estejam no ápice de suas carreiras, um dia assim já o fizeram, marcados por algum personagem icônico. O diretor Dennis Gansel, que já dirigiu o ótimo drama alemão A Onda (2008), um dos meus favoritos, nos entrega uma boa fita que possui bastante ação e adrenalina; pontos positivos do enredo no geral.



Sobre o roteiro, ele foi tão sagaz com o espectador que quase nos enganamos com o mesmo, pois o mesmo não deixa de ser raso e possuir alguns clichês. Seu conteúdo não foi o melhor já executado por Jason e na trama ele tem uma preocupação confusa: arriscar sua vida por um garota que conheceu há apenas dois dias. Algumas partes onde Jessica rouba a cena também são engraçadas, ela não tem razão para estar ali e surge do nada, sem ninguém esperar que fosse daquele jeito (eis outra estratégia do trailer). Em vista disso que este filme é mais assistível por algumas cenas de ação. Porém até mesmo tais cenas são um pouco afetadas quando o personagem principal sai matando todo mundo sem tanta motivação lógica.



Penso que comparado ao 1, ele foi superior em alguns aspectos e inferior em outros. Todavia, o que quero dizer é: ainda que o primeiro não tenha explicitado que havia conteúdo sexual (sua censura é 16 anos), há sim umas 2 cenas de sexo nele, o que aqui no caso é somente uma insinuação velada. O que é típico dos filmes com Statham: aquela cena de amor com mulheres que conhece e passa a noite. A meu ver, isto foi desnecessário no segundo; não me julguem...rs



Com relação ao jogo de fotografia, foi plausível. As câmeras estavam bem montadas nas cenas frenéticas e o CGI mesmo não sendo dos melhores que Hollywood tem a oferecer, não atrapalha o desenvolvimento num todo. Aliás, ressalto que o início do longa se passa no Rio de Janeiro e uma música brasileira é tocada enquanto o personagem passeia pela cidade; sem contar inclusive com um breve momento onde Jason fala com uma garçonete em português. É cômico e interessante o fato de terem exibido nosso velho Brasil na película.



Ademais, esperava mais do desfecho; faltou o embalo que no caso o primeiro filme apresentou. Por essa razão que o recomendaria em especial para aqueles que curtem os filmes desse ator e não se importam com aquela ação marmelada, repleta de momentos "facão", se é que me entendem, principalmente a cena da perseguição no Pão-de-Açúcar do Rio; é no mínimo burlesca. Sendo assim, fica a critério de você, querido leitor, vê-lo nas telas a fim de tirar suas próprias conclusões ou esperar para conferir em casa daqui uns 3, 4 meses. Em minha visão, a segunda opção evitaria possíveis imposições.







Título Original: Mechanic: Resurrection

Direção: Dennis Gansel

Elenco: Jason Statham, Jessica Alba, Tommy Lee Jones, Michelle Yeoh, Anteo Quintavalle, Geoffrey Giuliano, John Cenatiempo, Katrina Grey, Rachel O'Meara, Raicho Vasilev, Sam Hazeldine, Toby Eddington, Yayaying, Femi Elufowoju Jr.

Sinopse: Arthur Bishop (Jason Statham) é obrigado a reativar seu lado criminoso quando amor de sua vida é sequestrado. Na mão do inimigo, ele é forçado a viajar pelo mundo para completar três impossíveis assassinatos e fazer o que sabe melhor: fingir que foram acidentes.




Trailer:



Mais imagens do filme:





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Eduardo Ben

Sou um jovem que curte bastante cinema, inglês, ler e jogar de vez em quando.

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