Crítica: Fora do Rumo (2016, de Renny Harlin)



Neste último sábado, 12 de Novembro, a Academia cinematográfica de Hollywood entregou a Jackie Chan um Oscar Honorário, pelo reconhecimento do pioneirismo de sua carreira. Aos 62 anos, Jackie Chan tem mais de 150 filmes na carreira (a maioria lá pelo oriente mesmo), que começou bem cedo na China nos anos 60. Se destacou principalmente pelas lutas marciais malucas e rápidas, mas também apresentando carisma, bom humor e uma suave voz para cantar. Chan foi homenageado por seu colega da trilogia A Hora do Rush, Chris Tucker; além de outros astros. Aproveitando isso, trazemos a breve crítica de Fora de Rumo (Skiptrace no original), novo filme do astro, ao lado de Johnny Knoxville - ele mesmo, o líder dos malucos do Jackass.




O filme segue à risca a cartilha da trilogia A Hora do Rush ou dos dois Bater ou Correr: uma dupla atrapalhada que se envolve numa conspiração e acabam com os bandidos. Dito isto, não se deve esperar muito do roteiro ou algum sentido artístico, apenas desligar o cérebro e se divertir com as acrobacias de Jackie Chan. Aqui Johnny Knoxville é um trapaceiro e folgado, que ao lado de Chan (sempre sério), acabam tendo que salvar a mocinha Bingbing Fan (uma das atuais musas da China) e derrotar os bandidos. A trama passa pela máfia russa, os descendentes dos mongóis e outros lugares do mundo. Aquele estilo aventureiro continua lá, embora que aqui mais degastado.



Johnny Knoxville começa aparentar idade, menos engraçado e mais chato do que nas pegadinhas do Jackass. Chan também está velho, mas continua com o mesmo carisma e desempenho, embora levemente enferrujado e com lutas menos destruidoras, embora ainda ousadas na sua idade. Temos a presença da bela modelo e lutadora Eve Torres, que além de quebrar tudo, rende alguns momentos engraçados. A direção fica a cargo de Renny Harlin, que ficou fadado a continuações e filme B como Duro de Matar 2, O Exorcista - O Início e 12 Rounds. Sua direção sempre foi mediana, mas seus filmes sempre tiveram certa atenção do público menos exigente e de alguma forma divertem. 

Fora de Rumo tem um orçamento limitado e é bem simples, com pancadaria e ação. Um filme para se assistir descompromissado, apenas uma diversão pipoca. Mas é melhor que muito superprodução pretensiosa por aí, às vezes menos é mais. Tem alguns cenários legais e duas ou três cenas de ação boas ou com bons toques de humor. A química entre a dupla protagonista não é perfeita, mas no geral funciona. No fim, vale mais à pena para se ver Jackie Chan fazendo o que sabe fazer: lutar sem dublê. É louvável a disposição e o comprometimento do astro com seus filmes, características que o tornaram a lenda e mestre que é hoje. Quem acompanhou o cinema de ação e aventura dos anos 90 e 2000 certamente tem um grande carinho pelo ator, que merecidamente ganhou o prêmio honorário de carreira, citado no início do artigo. Por estas razões veja Fora de Rumo, vai bater aquela nostalgia dos primeiros filmes de sucesso que você viu com esta lenda: Jackie Chan.






Título Original: Skiptrace

Direção: Renny Harlin

Elenco: Bingbing Fan, Jackie Chan (I), Johnny Knoxville, Andrew Dasz, Daniel Garcia, Eric Tsang (I), Eve Torres, Jai Day, Joel Adrian, Kira Shi Shi, Michael Wong (I), Paul Philip Clark, Pierre Bourdaud, Sara Maria Forsberg, Svitlana Zavialova, Tomer Oz, Winston Chao.

Sinopse: comédia policial sobre um detetive (Chan) que tem como missão deter um americano tagarela e viciado em jogo. Pelo meio, os dois vão acabar por trabalhar juntos para travar um verdadeiro sindicato do crime.




Trailer:














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