Crítica: Crimes Temporais (2007, Nacho Vigalondo), um filme sobre viagens no tempo para fazer um nó em sua cabeça

2017 está aí. É! Agora mesmo, nesse exato instante um ano cheio de milhões de possibilidades está acontecendo. Já estamos no futuro que até algumas horas atrás estávamos ansiosos esperando sua chegada. Ansiosos porque, para muitos o ano de 2016 não foi tão bom assim, ou então o próprio desconhecimento do que está por vir deixa muitos com aquele frio na barriga que antecede algo espetacular.

É aí que lhe pergunto: e se você pudesse mudar, mesmo que minimamente seu passado ou ainda algo que possa vir lhe acontecer no futuro? E se você pudesse ter mudado todo o ano de 2016 e ter feito coisas melhores para si e para os outros? Seria maravilhoso não é mesmo?! 
É nesse clima que lhe convido a conferir nossa crítica sobre o filme Crimes Temporais, um tímido e simples filme sobre viagens no tempo que te deixará com minhocas na cabeça. 

Imagine você em sua nova casa descansando ao lado de sua esposa num lindo dia de sol. Perfeito, não é mesmo? Mas, e se você está observando a paisagem e de repente uma garota se despindo cruza sua visão? Melhor ainda, não é verdade?! Talvez não. Uma olhada mais detalhada nesta inusitada situação transforma por completo a vida de nosso protagonista Hector (Karra Elejalde).


Após ir investigar pessoalmente o que está acontecendo com a garota que estava se despindo, Hector é surpreendido por uma figura assustadora: um homem com bandanas no rosto e um paletó sujo e velho começa a lhe perseguir. Hector foge e se refugia em um prédio próximo do local onde anteriormente estava. Lá encontra um jovem cientista (Nacho Vigalondo, também diretor) que o orienta a se esconder em uma máquina até que o estranho vai embora. Mal sabe Hector, que a máquina em que se escondeu o transporta no tempo de volta para o início do dia maluco que lhe ocorrera. A partir daí vemos a trama se desenrolar para um loop temporal interessantíssimo, que nos deixa ao final, tentando montar todas as peças do confuso quebra-cabeça.


Hector é o tipo de protagonista que você nunca imaginaria num filme sobre viagens no tempo. Um homem de meia idade, pacato e bem pouco esclarecido sobre o assunto. Talvez seja esse um dos pontos que façam com que o filme tenha uma pegada mais leve, pois apesar de tratar de um tema complexo, utiliza-se de elementos bem simples para passar sua ideia.


De orçamento baixo (percebe-se pelos poucos efeitos visuais), trilha sonora densa que te leva a realmente envolver-se na atmosfera pesada da história e ainda com atuações convincentes, Crimes Temporais mostra que pode-se fazer muito com bem pouco. Para aqueles que gostam de filmes legendados, vale muito em ver o tema de viagem no tempo sendo falado na lindíssima língua espanhola. Por último, o filme ainda reserva um plot para lhe deixar pensativo sobre o que você faria se estivesse no lugar de Hector. Ele estava certo? Errado? Serão questões que ficarão em sua cabeça por um bom tempo.


Por ser de baixo orçamento, talvez fique a sensação de que falta um efeito ou outro, um diálogo um pouco mais elaborado, mas de toda forma o filme não perde tanto assim e vale a pena conferir o resultado primoroso do trabalho de Nacho Vigalondo. Para os amantes do cinema cult, mais um item para a coleção cinematográfica. Para os que são apaixonados por ficção científica, um filme de bom tom para se assistir. Para aqueles que querem apenas apreciar um bom filme acompanhados de pipoca e mente fresca e aberta, uma grata surpresa.


Título Original: Los Cronocrímenes

Direção: Nacho Vigalondo

Elenco: Karra Elejalde, Candela Fernández, Bárbara Goenaga, Nacho Vigalondo.

Sinopse: Héctor (Karra Elejalde) um homem de meia idade, entra acidentalmente em um dispositivo que o faz viajar no tempo e retornar uma hora antes. Isso o faz encontrar a si mesmo, desencadeando situações e gerando conseqüências incontroláveis.

Trailer

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Eduarda Souza

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