Crítica: Resident Evil 6: O Capítulo Final (2017, de Paul W. S. Anderson)



E finalmente, a espera acabou. Eis que a sexta parte da saga Resident Evil chega aos cinemas, com um hype tão alto jogado em cima que muitos ficam com um "pé atrás". Ao trazer parte do elenco de volta, bem como rostos novos, Resident Evil: O Capítulo Final marca o retorno de Paul W. S. Anderson e sua esposa Milla Jovovich às telas, vindo com a promessa de ser o fim da história de Alice Abernathy, como sugere o slogan. Mas será que o sexto filme é exatamente o fim da franquia?



Sobrevivente do massacre zumbi, Alice retorna para onde o pesadelo começou: Raccoon City, local que a Umbrella Corporation reúne suas forças pra um ataque final contra os remanescentes do apocalipse. Para vencer a dura batalha final e salvar a raça humana, a heroína recruta velhos e novos amigos. Antes de tudo, caso você não tenha visto nenhum filme da franquia até hoje, não tem problema. Logo na cena de abertura algumas pontas soltas nos são esclarecidas, o que contribui pra quem não conferiu os cinco anteriores. Ele tem uma introdução bem longa, dessa forma o espectador certamente irá entender a história geral. Agora, sobre a adaptação do video game para os cinemas, há quem pense que comparado com jogo, ela é fraca, enquanto que outros afirmam que a saga é a mais fiel já feita, ou seja, existe realmente uma divergência quanto a isso. Aliás, admito que embora não seja fã devoto do game, só pelo fato de conhecer e explorar boa parte dos personagens, dá pra imaginar a frustração. Entretanto, há uma "luz no fim do túnel", visto que o sexto capítulo tem a chance de fazer os aficionados se sentirem representados dentro do ambiente do jogo.



Tendo diversos cenários que se passam em desertos pós-apocalípticos, as locações lembram um pouco da essência do terceiro e do quarto. Aliás, ele funciona muito como uma obra de ação, cujas cenas de tiros e explosões desenfreadas apresentam uma fotografia escura, que faz jus a dificuldade por trás de filmar tais cenas. Sem contar os vários (e típicos) jump scares, que quando vão chegando, se aproximam daquele jeito, com a trilha sonora sumindo aos poucos e o impacto claustrofóbico durando normalmente um segundo. Engraçado que às vezes, por mais que a maioria dos sustos seja previsível – e o ruim é que sabemos disso – ainda assim caímos neles. Não dá pra negar que perdi a conta de quantos pulos levei na sessão, uma vez que eles estão lá o tempo todo, esperando pra “pregar uma peça” até no espectador mais preparado.



Falando das atuações: temos novamente a maravilhosa Milla Jovovich (A Trilha) como a protagonista. Em comparação com o filme anterior, a atriz mudou bastante, transmitindo melhor ao público o seu objetivo em destruir a Umbrella Corporation a qualquer custo, sem soar aquele ar forçado deixado no último. Palmas para ela! Há também o ressurgimento de Iain Glen encarnando Dr. Alexander Isaacs (Game of Thrones), que rende diálogos engraçados entre ele a Alice, a diva Ali Larter (Heroes) interpretando Claire Redfield (como Chris Redfield fez falta) e Shawn Roberts (O Fim da Escuridão) reaparecendo como o vilão Albert Wesker, que independente da breve participação, continua bem esquisito. Já os atores secundários estão plausíveis: contamos com Doc (Eoin Macken), Christian (William Levy), Michael (Fraser James) e Abigail na pele de Ruby Rose (xXx: Reativado).



Com relação ao CGI: se analisado desde 2002, vemos o quanto ele evoluiu! A diferença que 14 anos são capazes de fazer na textura dos efeitos especiais é algo impressionante e cá entre nós, o diretor precisava dar uma aperfeiçoada nos efeitos especiais, né? Muita gente achou o CGI do quinto filme uma farofada e a melhor parte é que Paul W. S. Anderson sabe disso. Em outras palavras, para um roteiro um tanto irregular como este, ele está ciente de que não há muitas falas elaboradas e que o enredo procura focar mais em momentos cheios de pancadaria e sangue exagerado do que uma história mais desenvolvida. Por outro lado, o diretor cria um 3D como nenhum outro, na mesma linha do próprio James Cameron. Sendo assim, vale a pena conferir no formato tridimensional! Compensa citar também que todos os monstros estão ainda mais bizarros; em uma cena onde Alice luta contra uma arma biológica (vide Nemesis de Resident Evil: Apocalipse), o ritmo frenético e os cortes da câmera talvez incomodem um pouco e até mesmo a aparência física dos zumbis (que já é insólita por natureza), se sobressai mais e assusta menos. Tanto que em se tratando de um ponto forte, lá pela segunda metade do filme, é difícil não "grudar os olhos" na tela quando uma inesperada surpresa revelada ao telespectador é baseada no que a imagem abaixo se subentende. Será sinistro, então fique atento!



Por fim, Resident Evil - O Capítulo Final termina por ser um filme que felizmente não se encaixa naquela categoria "ame ou odeie". Ele possui a capacidade de atrair não somente o público-alvo, mas também quem está buscando um bom entretenimento que mescla os gêneros de ação, terror e ficção. Com pequenas sacadas cômicas, muita adrenalina envolta no contexto e um final deveras chavão emocionante (sério, o terceiro ato é de dar arrepios), fica a minha dica para o seu fim de semana, caro leitor! E para concluir, a dúvida que o desfecho levanta é a seguinte: será que os rumores de que a franquia viraria uma série de TV seriam verdadeiros? Estas são questões que só o futuro irá nos dizer.






Título Original: Resident Evil: The Final Chapter

Direção: Paul W. S. Anderson

Elenco: Milla Jovovich, Iain Glein, Ali Larter, Eoin Macken, Fraser James, Shawn Roberts, William Levy, Aubrey Slelton, Caroline Midgley, Dale Jackson, Dylan Skews, Ever Jovovich, Jun-ki Lee, Lee Raviv, Mark Simpson, Milton Schorr, Paul Hampshire, Rola, Ruby Rose, Vian Singleton.

Sinopse: começando exatamente após os eventos de Resident Evil - Retribuição, Alice é a única sobrevivente do que era pra ser a última fortaleza da humanidade contra os mortos-vivos. Agora, ela precisa retornar para o local que deu inicio a esse pesadelo, a colmeia em Racoon City, onde a corporação Umbrella está reunindo suas forças para atacar os últimos sobreviventes do apocalipse.

Trailer:




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Eduardo Ben

Sou um jovem que curte bastante cinema, inglês, ler e jogar de vez em quando.

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