Crítica: LEGO Batman: O Filme (2017, de Chris McKay)




Estreia essa semana em circuito brasileiro LEGO Batman: O Filme, a mais nova animação da Warner Bros Pictures que vem com a premissa de “estourar” nas bilheterias, uma vez que existe praticamente uma “legião” de fãs dos super-heróis da DC, que mal pode esperar para conferir esse desenho que trará a fama de agradar crianças e adultos no mundo inteiro!




Na história, Batman, extremamente egocêntrico, leva uma vida solitária como o herói de Gotham City. Apesar disso, ele curte bastante o posto de celebridade e o fato de sempre ser chamado pela polícia quando surge algum problema - que ele, inevitavelmente, resolve. Quando o comissário Gordon se aposenta, quem assume em seu lugar é sua filha Barbara Gordon, que deseja implementar alguns métodos de eficiência de maneira que a polícia não seja tão dependente do Batman. O mascarado, é claro, não gosta da ideia, por mais que sinta uma forte atração por Barbara. Paralelamente, o Coringa elabora um plano contra o Homem-Morcego motivado pelo fato de que ele não o reconhece como seu maior arqui-inimigo. Bom, primeiramente, todos sabem que Uma Aventura Lego foi um sucesso imprevisto de 2014. Sendo assim, seu sucessor foi uma boa estratégia da DC, visto que após Batman vs. Superman – A Origem da Justiça e Esquadrão Suicida fracassarem (mesmo havendo muita gente que gostou de ambos), eles fizeram uma parceria com os criadores de seu LEGO antecessor a fim de criar uma auto sátira, o que acabou sendo uma jogada bem pensada, afinal o divertido aqui é justamente se auto satirizar. Com base nisso, o longa pretende provar que tudo o que seria impossível inserir nos filmes originais, obteria êxito se exibido na animação. E eis que o resultado deu certo!



Logo no início, o icônico Coringa, com a voz do cômico Zach Galifianakis, de Se Beber, Não Case!, rouba a cena bolando um plano infalível ao lado de inúmeros outros super vilões conhecidos do Batman, visando derrotar de uma vez por todas o cavaleiro das trevas. Porém, o que não esperava é que uma simples fala do super-herói fosse deixar o vilão abismado – momento inclusive que recorda animes japoneses, quem for assistir saberá do que estou falando –, pois o mesmo pensa que lutar com o inimigo é essencial para a relação de ódio entre eles e uma vez que tanto esta necessidade alegada por um quanto à desnecessidade alegada por outro é o “X da questão”, o argumento da amizade demonstrado entre os dois é posto em cheque.





Ao mostrar que o vigilante noturno pode ser mais do que um renomado super-herói por baixo da roupa, o próprio ator Will Arnett, que está em uma de suas melhores interpretações dando voz ao protagonista, capta as características do protagonista, que é alguém que só ama a si mesmo, sem humor e que luta sozinho (afirmando que a ajuda é para os fracos). Ou seja, segundo seu mordomo Alfred, na voz de Ralph Fiennes (Fúria de Titãs), ele precisa de uma mudança. No entanto, tirando o fato da abordagem do convívio entre um herói e um vilão e que ser um ídolo sozinho não faz dele uma pessoa melhor que ninguém, há outros 2 pontos que marcam o filme, cujos quais serão citados abaixo.



Depois de um desfile comemorativo onde estava presente a ilustre Barbara Gordon, na voz da atriz Rosario Dawson (Em Transe), que o declarara o melhor herói de todos, Batman retorna à sua mansão isolada e é aí que o segundo ponto entra em vigor: a questão do companheirismo e como ele precisa de um amigo que lute ao seu lado, principalmente quando a comissária de polícia Barbara Gordon apresenta uma proposta e espera que o herói aceite trabalhar lado a lado com a força policial. Entretanto, aqui no caso, essa chance de companhia surge com a aparência do órfão Dick Grayson (Michael Cera, de Scott Pilgrim Contra o Mundo), um garoto que ele acidentalmente adotou em um evento. Grayson acaba sendo o alívio cômico da trama e claro que não tarda em se tornar o famoso Robin, parceiro-mirim de Batman. Além disso, graças aos eventos seguintes, constituídos tanto de cenas de aventura como de partes engraçadas entre ambos os personagens de Cera e Arnett, o terceiro e último dos temas que tomam espaço no rico roteiro é o conceito de família, que ao ser abordado de forma até emocionante, transmite uma mensagem relevante ao espectador.



Em vista dos aspectos mencionados acima, LEGO Batman: O Filme vale realmente a pena ser conferido nas telonas! Quem é fanático pelo universo da DC Comics, assim como quem não for, vai se deliciar com as referências feitas aos demais filmes do Batman, que incluem a prestigiada Liga da Justiça, o desenho preto e branco dos anos 40, o programa de TV psicodélico dos anos 60, o clássico de Tim Burton em 1989, o célebre filme de 1997 dirigido por Joel Schumacher e a famosa trilogia de Christopher Nolan. Certamente uma produção memorável que agradará muito mais do que apenas o seu público-alvo!





Título Original: The LEGO Batman Movie

Direção: Chris McKay

Elenco: Jenny Slate, Ralph Fiennes, Channing Tatum, Jonah Hill, Rosario Dawson, Jemaine Clement, Zöe Kravitz, Zach Galifianakis, Will Arnett, Ellie Kemper, Michael Cera, Kate Micucci, Adam Devine, Seth Green, Mariah Carey, Billy Dee Williams, Jason Mantzoukas, Riki Lindhome, Eddie Izzard, Conan O’Brien, Doug Benson.

Sinopse: spin-off de Uma Aventura Lego. Batman descobre que acidentalmente adotou um garoto órfão, que se torna ninguém menos que Robin. A dupla então formada pelo arrogante Homem-Morcego e o empolgado ajudante deve combater o crime e prender o Coringa.

Trailer:



Mais imagens do filme:




















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Eduardo Ben

Sou um jovem que curte bastante cinema, inglês, ler e jogar de vez em quando.

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