Especial: Os 8 Melhores Filmes de Tarantino


Quentin Tarantino é um dos diretores favoritos de Hollywood - e, por que não dizer, da maioria dos cinéfilos. Além de assumir a direção, ele também é roteirista, assinando todos os seus filmes, além de ter vendido outros roteiros antes de ser diretor (os filmes Amor à Queima-Roupa e Assassinos por Natureza, por exemplo, foram escritos por ele), e ator, aparecendo por vezes em seus próprios filmes, como Hitchcock costumava fazer.
Seu método inovador, considerado ousado, com roteiros não lineares, diálogos excêntricos, traços de violência, muito sangue e humor - tudo isso com influência do cinema inglês, filmes de faroeste, artes marciais e a Nouvelle Vague - fizeram-no alcançar a fama rapidamente, em 1992, com Cães de Aluguel. A partir daí, como diz o ditado, o resto é história.
Nesta matéria especial, o Minha Visão elege os 8 melhores filmes do diretor até o momento, especialmente para você que é fã, mas também para os que ainda não estão muito familiarizados com o estilo dele, e querem conhecer melhor o seu trabalho:


8. Jackie Brown (1997)

Adaptação de Rum Punch, romance de Elmore Leonard, o filme é uma homenagem ao gênero blaxploitation, movimento cinematográfico surgido no início da década de 1970, caracterizado pelo fato de os filmes serem protagonizados e realizados por atores  e diretores negros. Pam Grier, no papel da protagonista, se destacou como uma das principais artistas deste gênero.
No filme, Jackie Brown é uma aeromoça que trabalha para uma companhia aérea e reforça o seu baixo salário trazendo para o país dinheiro sujo de um traficante de armas. Até o dia em que ela é pega por policiais com uma alta soma em dinheiro e um pacote de cocaína numa mala. Os policiais lhe oferecem a liberdade caso ela os ajude a pegar o traficante. Porém, Jackie resolve manipular todos para fugir com uma fortuna em dinheiro.
Neste filme estão presentes todos os traços característicos de Tarantino, porém não é um filme que marca como outros de sua filmografia, além de deixar uma impressão do tipo “já vi este filme antes”, até mesmo pela semelhança com outros do diretor. Contudo, não deixa de ser um bom filme.
7. Os Oito Odiados (2015)

Neste filme Tarantino faz, novamente, uma homenagem a um de seus gêneros favoritos: o western. O filme se passa depois da Guerra Civil no Estado de Wyoming, retratando oito ocidentais refugiados numa montanha durante uma tempestade de neve, dentro de um posto de paragem de carruagens.
Sua estrutura assemelha-se a uma peça de teatro em seis atos, pois é dividido em seis capítulos, durante os quais conhecemos o carrasco John Ruth (Kurt Russell), que transporta uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.
A única ressalva a ser feita a Os Oito Odiados é que o filme demora a empolgar, diferentemente do que acontece em outros do cineasta. Praticamente toda a ação fica para o terceiro ato, o que pode cansar um pouco o espectador e fazê-lo se perguntar se, afinal, está mesmo assistindo a um filme de Tarantino. Mas é claro que no fim das contas o diretor nos recompensa.
6. Cães de Aluguel (1992)

O primeiro filme da carreira de Tarantino, Cães de Aluguel definiu o tom de seus filmes posteriores, com crimes violentos, referências à cultura pop, narrativa não-linear e a peculiar trilha sonora, o que por si só já merece um lugar especial nesta lista. Mas como nem tudo foram flores na vida de Tarantino, o filme não foi bem recebido na época, ganhando fama só depois que o diretor ganhou um lugar ao sol em Hollywood, tendo sido então eleito como” o maior filme independente de todos os tempos”, pela revista Empire.
Na história, seis bandidos são reunidos por um experiente criminoso para um grande roubo de diamantes, mas estes homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém, durante o assalto algo saiu errado, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) leva Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chega Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.
5. Kill Bill: Volume 2 (2004)

Lançado em duas partes, Volume 1 e Volume 2, Kill Bill é um filme influenciado pelo Wuxia (filmes chineses de artes marciais), além de filmes japoneses, de faroeste e de terror italianos (também conhecidos como giallo).
Após ser traída por Bill (David Carradine) e seu antigo grupo, uma mulher (Uma Thurman) fica à beira da morte por 4 anos. Após despertar do coma ela parte em busca de vingança, indo atrás de cada um dos seus antigos companheiros para matá-los.
O segundo filme funciona perfeitamente como uma continuação, focando no plano de vingança e trazendo mais cenas de ação e mais sangue, porém sem acompanhar o ritmo alucinante do primeiro volume.
4. Kill Bill: Volume 1 (2003)

Talvez um dos filmes mais conhecidos do diretor, a principal característica deste primeiro volume é o tradicional banho de sangue, combinado com muitas cenas de ação e Uma Thurman em uma de suas melhores performances. A personagem A Noiva foi criada conjuntamente com a atriz, que já havia trabalhado anteriormente com Tarantino em Pulp Fiction.
Nesta primeira parte, no dia de seu casamento, a Noiva, uma perigosa assassina profissional, é espancada pelos membros do grupo de extermínio de que fazia parte. Bill, o chefe do grupo, atira em sua cabeça, o que a coloca em coma por quatro anos. Ao despertar, ela tem único desejo: vingança.
3. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Pulp Fiction é um filme que tem todas as marcas possíveis de Tarantino, talvez seja o ideal para quem ainda não conhece melhor o seu trabalho. Nele, são apresentadas três histórias de forma não-cronológica, divididas em atos, com personagens verborrágicos e recheado de referências pop. O filme também ficou conhecido pelas aclamadas atuações de seu elenco e, ainda, por ressuscitar a carreira de John Travolta. Pulp Fiction também rendeu a Tarantino o Oscar de melhor roteiro original, além da indicação na categoria de melhor filme. Em Pulp Fiction o diretor também participa da história como ator.
Em uma história aparecem Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), que são dois mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace (Ving Rhames).


Em outra história, Vincent deve levar Mia Wallace (Uma Thurman), mulher de seu chefe, para se divertir enquanto ele viaja.
Por último, é contada a história de Butch Coolidge (Bruce Willis), um pugilista que foi comprado por Marsellus para perder uma luta, mas não cumpriu sua parte no acordo e agora precisa fugir do mafioso.
2. Bastardos Inglórios (2009)

Estrelado por Brad Pitt, Christoph Waltz, Mélanie Laurent e Diane Kruger, o filme conta a história de dois planos para assassinar os líderes políticos da Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra: um planejado por uma jovem francesa judia (Laurent), que testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Waltz) e o outro por um grupo de soldados judeus aliados liderados pelo tenente Aldo Raine (Pitt). Conhecido pelo inimigo como Os Bastardos, o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich. Assim como em Os Oito Odiados, o longa é dividido em  capítulos.
Bastardos Inglórios foi um sucesso de bilheteria, tornando-o o segundo filme de maior bilheteria de Tarantino. Pela sua atuação como Hans Landa, Christoph Waltz ganhou o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, bem como o BAFTA, o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Não à toa, pois o desempenho do ator é realmente brilhante, sem sair do tom em nenhum dos três idiomas em que fala no filme (inglês, alemão e francês). Pessoalmente, considero Bastardos Inglórios um presente de Tarantino para os cinéfilos, uma forma de apreciação do seu trabalho e também uma forma de reescrever a História através da arte, dando-nos um pouco de satisfação ao ver um dos períodos mais degradantes da humanidade ser retratado de um ponto de vista diferente.
1.Django Livre (2012)

Django Livre é mais uma homenagem ao gênero western, no qual um escravo liberto (Jamie Foxx), caminha por todo os Estados Unidos com um caçador de recompensas (Christoph Waltz) em uma missão para resgatar sua esposa (Kerry Washington) de um rico fazendeiro egocêntrico e arrogante (Leonardo DiCaprio). O filme recebeu críticas muito positivas e foi nomeado para cinco prêmios no Oscar 2013, incluindo Melhor Filme. Christoph Waltz, mais uma vez, recebeu o Globo de Ouro, BAFTA e seu segundo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Mas vale ressaltar também a excelente atuação de Leonardo DiCaprio, que deu, literalmente, o seu sangue para o papel (para quem não conhece a história, há uma cena em que a personagem se corta - o corte foi real, porém DiCaprio não quis parar a gravação, e assim a cena foi incluída no filme), e o sempre ótimo Samuel L. Jackson, que figurinha carimbada nos filmes de Tarantino.
O filme é inspirado em Django (1966), spaghetti western de Sergio Corbucci, cujo protagonista, Franco Nero, tem uma breve participação no filme de Tarantino, e também em Mandingo - O Fruto da Vingança (1975), de Richard Fleischer, sobre um escravo treinado para lutar contra outros escravos - um plot que também pode ser visto em Django Livre.

Pelo filme, Tarantino ganhou o seu segundo Oscar de Melhor Roteiro Original, assim como o Globo de Ouro e o BAFTA. O filme arrecadou mais de $425 milhões de dólares nos cinemas em todo o mundo, tornando-o o filme de maior bilheteria de Tarantino até hoje.

Fontes consultadas para a confecção desta matéria: Wikipedia e Filmow.

E aí, gostou da matéria? Concorda com a seleção feita ou acrescentaria algum outro filme? Deixe seu comentário! :)

Michele Figueiredo

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