Crítica: A Glória e a Graça (Flávio Ramos Tambellini, 2017)


O título do filme, que também dá nome as personagens principais Carolina Ferraz como Glória e Sandra Coverloni como Graça, já transmite o conceito do filme e as características das duas irmãs. Entretanto, elas já não tinham contato por cerca de anos, até que uma surpresa da vida pega Graça desprevenida e ela, por ser uma mulher sozinha e com dois filhos menores, Papoula (Sofia Marques) de 15 anos e Moreno (Vicente Demori) de 8 anos, se vê na necessidade de recorrer a alguém da família.



O longa-metragem dirigido por Flávio R. Tambellini (diretor em outros filmes como O Concurso) traz a abordagem de um drama familiar, real e atual, onde uma mãe sozinha com uma doença fatal tem dois filhos pequenos, ambos com suas personalidades distintas, sendo a irmã mais velha Papoula, a típica adolescente fechada e vítima de bullying na escola, e o caçula Moreno, o menino sonhador e criador de histórias. A surpresa e o destaque do filme com certeza é Luis Carlos, que se tornou Glória para o espanto de todos. Logo, o diretor junto a roteirista Lusa Silvestre trazem um misto de drama, recheado com cenas de comédia e emoção, o que torna o filme muito agradável de assistir.


  
A trama em si é muito boa, porém pouco aprofundada. O seu desenrolar também se dá de forma lenta, o que ao longo do filme fica um pouco cansativo, só não é mais devido a algumas cenas de comédias e outras mais marcantes, principalmente as contracenadas por Carolina Ferraz, que volto a repetir, é o grande destaque do filme. O que de fato foi o ponto alto do filme são as questões de gênero e formação das novas famílias, tanto que o arco da doença de Graça acaba ficando como plano de fundo.


No geral, o filme é bom, exceto o final, poderia ser mais envolvente e seu desenrolar mais aprofundado. Mas, o filme consegue te proporcionar momentos de comoção e de risadas. A sensibilidade da temática por trás da família sempre será um bom tema a ser explorado, ainda mais sob o conceito de novas famílias, que foge do chamado: tradicional.   


Direção: Flávio Ramos Tambellini

Elenco: Carolina Ferraz, Sandra Corveloni, Carol Marra, Cesar Mello, Sofia Marques, Vicente Demori.

SinopseO filme conta a história de Glória (Carolina Ferraz), travesti bem sucedida e feliz com suas conquistas mas que vive distante de Graça (Sandra Corveloni), sua irmã. Quando Graça descobre uma doença terminal, as duas vão tentar aproximar as famílias para reestabelecer as relações entre os primos.

Trailler


Se você já assistiu ao filme conte-nos o que você achou e se não assistiu, não deixe de conferir essa história sobre novas famílias. 

Ana Paula Araújo

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