Crítica: The Flash - 3 ª Temporada (2017, de Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns)



Imagina aquela ansiedade que envolve todo o seu corpo. O otimismo para chegar o dia de um passeio escolar, de encontrar aquela pessoa que ama, de saber que uma data importante está brevemente chegando. Foi exatamente essa sensação que nos deixou com uma grande expectativa para a terceira temporada de The Flash. Todos estávamos esperando o que iria ocorrer em virtude de “Flashpoint”, um dos marcos mais importantes do mundo da DC Comics. E o que realmente aconteceu, qual foi a realidade demonstrada para nossa expectativa? Confira nossa avaliação sobre a temporada que chegou ao fim nesta semana.




ALERTA DE SPOILERS!




A segunda temporada nos deixou empolgados com todos os acontecimentos que houveram, e claro, gerou um grande apreço em torno da história. Pragmática no que foi, conquistou e cativou bastante o público, sendo destacada como a melhor, até então. Na continuidade, com o marco “Flashpoint” iriamos ver as reviravoltas que a série, e afins, como Arrow, poderiam sofrer. Barry Allen (Grant Gustin) novamente ligou sua ignorância e voltou a utilizar a linha do tempo, para tentar de vez, salvar sua mãe. Algo que já vimos e que foi em vão uma vez. Tentando achar uma saída para isso, as consequencias de suas ações geraram grandes impactos e efeitos, e um deles, foi a aparição do temido “Deus da velocidade” Savitar.

Mais uma vez, o menino Barry não era, de fato, o homem mais rápido do mundo vivo. Sendo assim, após o retorno para a realidade, o velocista logo percebeu as mudanças provocadas pelos seus atos. O time não estava em uma união perfeita. As surpresas não paravam por ai, ao fato de ter mais alguém dividindo sua sala, na delegacia. Trata-de de Draco Malfoy, digo, Julian (Tom Felton). Aliás, a série introduziu bastante referências nessa temporada, aproveitando-se desde Harry Potter, passando por Indiana Jones e chegando em Star Wars. Capitão América curtiu isso!




A premissa da série já estava alinhada, a produção e direção tinham em mãos, uma boa história para contar ao público. Os fatos narrativos, porém, foram muito mal introduzidos. Passar a mensagem clara ao público foi bem fadigada. Na primeira parte, antes do hiato, era impossível saber qual era o plano do antagonista, que até então, era Julian, ou melhor, Doutor Alquimia.



Isso era apenas uma mera impressão do nosso ponto de vista. Afinal, era um estranho no ninho. Aos poucos, fomos tendo clareza sobre Julian. Foi rápido do ódio ao amor por ele. Proposital, não sei. Essa foi a sensação que nos transpareceu. Kid Flash (Keiynan Lonsdale) e Nevasca (Danielle Panabaker) enfim saíram do armário (desculpe-me pelo trocadilho). A forma como foram postos na série chamaram bastante atenção. A luta de Caitlin para impedir uma transmutação para Nevasca foi bem exposto, conduzido de forma inteligente, um ponto positivo da direção para ser destacado. Mais adiante, vimos a humanidade vencer, Cisco (Carlos Valdes) operou mais uma vez a maestria de ser o cara legal da turma, mas para a destreza de todos, ela não ficou no “Team Flash”. Já podemos imaginar algo para a próxima temporada com relação a isso.




Outra vez, tivemos a linha do tempo na série, e mais uma vez, Barry Allen decide fazer mais uma de suas trapalhadas. Dessa vez, conseguiu ferrar o futuro de todos. Viajar pro futuro não lhe fez bem e a descoberta da morte de Iris (Candice Patton), foi o clímax para o restante da temporada. Isso fez com o que a segunda parte, enfim, fosse mais elaborada. Apenas faltava acertar o compasso e tempo. O roteiro não foi muito bem escrito para essa passagem. Tudo muito rápido, tudo tão atrapalhado. A forma com que trabalhava os fatos, detectava alguma agilidade para a resolução do problema. Se antes foi cansativo acompanhar, dessa vez, à enxurrada de informações em tão pouco tempo, prejudicou o produto ao fim. Julian entra pro Team Flash, Savitar revela seu plano e sua identidade, Nevasca vai trabalhar junto com ele, Flash tenta um jeito de salvar Iris da morte, novo romance na trama entre Tracy (Anna Dudek) e H.R., o Harisson Wells da Terra-19 (Tom Cavanagh), as complicações que a equipe passa ... tudo isso em um curto tempo. Narrar tudo se tornou difícil. Tentamos compreender


Nos últimos episódios, vimos o ritmo ser acelerado ainda mais. Barry Allen descobre realmente a identidade de Savitar, o quão demorou bastante para cair a ficha. “Eu sou o futuro Flash” não ficou claro demais para, confesso que nem para mim. Então, eis que sai da armadura do vilão, Barry Allen. Sim, esse tempo todo, vimos Barry vs Barry. Quanta absorção de informação hein! O trabalho que tivera com isso deixou um pouco a desejar, tendo a possibilidade de tentar salvar uma pessoa, que queira matar Iris, uma das cenas mais patéticas da série. Mais patético mesmo foi a resolução de tudo. O personagem mais descartável da série, vinha ganhando seu propósito dentro do grupo. Mas o infeliz roteiro, deu o pior destino, sua morte. O grande herói da temporada, não foi Flash e sim, uma versão “gozada” de Doutor Wells. Inesperado, sim, mas porque logo essa decisão, meus caros? Está certo que em três temporadas, três versões diferentes dele foram apresentas. Mas a morte foi mesmo a escolha certa? Creio que não. Ideia má elaborada para uma temporada que foi regular, e que já é considerada a pior delas.




A pergunta que façamos agora é: qual será o enredo da próxima leva? Barry, após todo o “sucesso” da “Operação Iris”, teve seu destino castigado. Seus atos foram prontamente julgados. Com isso, a possibilidade de ter o Kid Flash como novo protagonista da série, é grande.






Título Original: The Flash

Direção: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns

Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabeker, Carlos Valdes, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, Keiynan Lonsdale, Tom Felton, Violett Beane, Jessica Camargo e Anna Dudek

Sinopse: Barry Allen (Grant Gustin) era um funcionário da Polícia Científica que, ao sofrer um acidente, foi banhado por produtos químicos em seu laboratório e, em seguida, atingido por um raio. Foi a partir disso que ele começou a ser capaz de canalizar os poderes vindos do "Campo de Velocidade", e se locomover em altíssimas velocidades. Usando uma máscara e um uniforme vermelho, ele começa a usar suas habilidades para patrulhar Central City com a ajuda dos cientistas da S.T.A.R. Labs, e detém vilões.



Trailer



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Fagner Ferreira

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