Crítica: Supergirl - 2ª Temporada (2017, de Greg Berlanti, Ali Adler e Andrew Kreisberg)


Nova temporada, novo canal e o mesmo problema continua na série. Supergirl bem que tentou traçar novos caminhos na trama, que oscilou dentro dos episódios, e o elenco repleto de mulheres, introduzindo a força do feminismo aos telespectadores e fãs, não foram capazes de tentar salvar o ego e o trabalho da história. Aliás, o ponto chave da temporada que finalizou, foi sim, um homem ... e não é o Superman.



ALERTA DE SPOILERS!


As mudanças já foram sendo notadas logo no começo da temporada, logo nos primeiros capítulos. Sabendo que os efeitos visuais melhorariam, não há nada em especial para ser destacado, afinal, o trabalho que a The CW realiza em outros projetos da DC, como The Flash e Arrow, são ótimos para um baixo orçamento que se tem. Enfim, conhecemos o rosto de Clark Kent/Karl-El/Superman (Tyler Hoeclin), já que na temporada passada, não se tinha conhecimento. O herói, entretanto, só serviu mesmo para dizer que haveria alguém para dar vida a sua personalidade e rara foi sua presença na série, mesmo resgatando-o ao final, mas sem muitos destaques para se abordar. Muitos outros personagens entraram rotineiramente nos episódios, ao fato de destacar o ponto de maior pico da série: O Daxamista Mon-El (Chris Wood). 






Sim, o Príncipe de Daxam foi um dos pontos positivos da série e dominou quase que praticamente, o foco. Sua chegada à Terra foi misteriosa e levada em questão por algum tempo, mas logo, caiu na graça do público. Irreverente, inocente e romântico, o arco que o cercou foi extremamente dramático tanto pra ele quanto a sua namorada Kara Danvers/Kara Zor-El/Supergirl. O clichê do casal foi amplamente demonstrado excessivamente, e certamente para quem é fãs dos quadrinhos, não teve certa simpatia pela “Novela Adolescente” que se apresentava. Ainda sobre sua chegada, o extraterrestre se viu no meio de um dilema, que dominou grande parte de metade da temporada. Com intuito de tentar fazer comunicação com nativos de sua terra Daxam, deixou brecha para a aparição de seus pais para a trama, o que acarretou muitas emoções e boas cenas.

Com isso, o “Projeto Cadmus” que vinha sendo o foco antagonista da série, antes do hiato que houvera, foi meio que deixado de lado na outra metade, mas mesmo assim, não deixou de ser uma importante peça para a série e que, muito provavelmente, deva ser mais elaborado na próxima temporada. Logo, o contexto narrativo da história se perdeu, não teve continuidades em certos episódios. Parecia que na reunião de pauta para escrever o roteiro dos episódios, ideias soltas foram introduzidas. Até mesmo o sem graça musical, que teve um grande destaque na série, por causa do crossover entre The Flash Ainda no assunto "Cadmus", a aparição de Jeremiah Danvers (Dean Cain), causou certa tensão, mas nada de tão significativo. Só demonstrou de que lado se firmou , trabalhando com Lilian Luthor (Brenda Strong) para salvar as filhas Kara e Alex (Chyler Leigh).




Falando em Alex, sua personagem foi mais um ponto na temporada para merecer um destaque. A série queria muito enaltecer o poder feminino e afirmar que a série teria uma dominação totalmente das mulheres, o que ocorreu, de forma não muito sutil e introduziu Maggie (Floriana Lima), a detetive policial por que Alex se aproximou e formou mais um casal na série. Tivemos muitos casais nessa jornada, até Winn (Jeremy Jordan) conseguiu ter um romance com a alien Lyra (Tamzin Merchant). Hank Henshaw/J’onn Jozz/Caçador de Marte (David Harewood) também teve seu momento “love” ao conhecer M’gann M’orzz/Miss Marte (Sharon Leal), mesmo depois de saber que é da espécie marciana branca, a bondade e o amor foram narrados muito positivamente, ponderando uma possível aliança muito brevemente das espécias, creio eu.





O poderio feminino estava mesmo aflorando, e, com muitas vidas em jogo, a aparição de uma certa pessoa daria o tom sombrio da temporada, de maior tensão. Como havia citado anteriormente, à vinda dos pais de Mon-El era questão de tempo. Rhea (Teri Hatcher) chegou para criar o verdadeiro caos. No primeiro momento, parecia que tudo seria passivo, porém, com a recusa de Mon-El em deixar Kara e voltar para Daxam, culminou na mudança da personagem. Com isso, a Rainha passou elaborar um plano de vingança contra Supergirl. Tudo quase deu certo, clichê demais para a vida de um vilão, se não fosse os companheiros do DEO e do próprio Mon-El. Na parte final de tudo, o plano maléfico da Rainha saiu dos eixos, mas conseguiu seu real propósito que era separar o casal “malhação”. Outra personagem que também teve bastante participação na temporada foi Lena Luthor (Katie McGrath), obviamente por ser um Luthor, possa passar a impressão de ser tal má quanto o irmão era. Personalidades opostas e sendo assim, a amizade com Kara foi determinante em partes dos problemas apresentados. Ela também foi ponto crucial em ajudar, indiretamente, Rhea com o plano do portal. Também tivemos a adição do Guardião, no qual James Olsen (Mehcad Brooks) dá vida. Não chegou a ser grande coisa na série, nem sua ajuda foi tão utilizada.





Com todo esse resumo, o que podemos esperar é boas reflexões para a nova temporada, já que ao fim do capítulo da temporada, uma “deixa” foi criada e intrigando desde já outro mistério. Certamente a série precisa melhorar em muitas coisas, ajustar outras e ter mais coesão na história, sem esquecer da continuidade para a trama. Dar mais ênfase em dizer que não é um dilema adolescente e complementar ainda mais o universo feminino da DC. Boas vibrações para o que vem por ai.







Título Original: Supergirl

Direção: Greg Berlanti, Ali Adler e Andrew Kreisberg

Elenco: Melissa Benoist, Chyler Leigh, David Harewood, Mehcad Brooks, Jeremy Jordan, Chris Wood, Floriana Lima, Calista Flockhart, Sharon Leal, Katie McGrath, Teri Hatcher, Tyler Hoeclin e Brenda Strong


Sinopse: Kara Zor-El nasce no planeta Krypton, e escapou da destruição há anos. Desde então, ela chegou à Terra, e vem escondendo os poderes que ela e seus primos têm. Mas agora, aos 24 anos, ela decidiu assumir suas habilidades e ser a heroína que nasceu pra ser




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Fagner Ferreira

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