Crítica: A Múmia (2017, Alex Kurtzman)


O longa-metragem é uma superprodução de modo geral, seja pelo filme em si, seja pelo investimento em propaganda e divulgação. Mas não é só isso, por se tratar, principalmente, de um pontapé inicial para a criação do Dark Universe, que se assemelha muito ao que as grandes produtoras Marvel e DC vem fazendo com seus filmes de super-heróis, com filmes individuais e na sequência um longa com todos reunidos; é basicamente essa a proposta da Universal. A diferença aqui é que estamos falando de monstros como: A Múmia, A Noiva de Frankenstein, Drácula e Lobisomem.



Com direção de Alex Kurtzman (Bem-Vindo à Vida), ele cria uma atmosfera completamente diferente de A Múmia (1999), pois agora temos um filme com muito mais ação e terror. Eles não brincam no quesito horror, seja ele no suspense por trás da história macabra da múmia, do médico que também é uma espécie de monstro - o Dr. Jekyll (Russell Crowe) - ou no desenrolar do filme que “manda a ver” nos efeitos especiais e nas múmias meio-zumbis.

No elenco o destaque é Tom Cruise no papel do soldado e caçador/saqueador de relíquias Nick Morton, sua interpretação em mais da metade do filme remete muito a Missão Impossível, por ele ter papel de destaque e em consecutivas cenas de ação. Por outro lado, somos apresentados a atriz Sofia Boutella (Star Trek: Sem Fronteiras) dando vida a Ahmanet, mulher que viveu na época dos egípcios, faz um pacto com Set, deus da morte, o que a tornaria forte e imponente, porém a interpretação de Sofia se restringe a caras e bocas e algumas poucas cenas de ação. O que não funcionou também foi o que seria o casal Nick e Jenny Halsey (Annabelle Wallis), faltou química, envolvimento, pois é inevitável não lembrar de Brendan Fraser e Rachel Weisz, que no filme clássico a dupla dava um show em uma parceria que funcionava e ao mesmo tempo divertia.



Provavelmente, o maior destaque do filme é o seu visual desde a fotografia aos seus efeitos. Ele conta com locações e cenários incríveis de deixar qualquer um maravilhado, os efeitos tanto nos detalhes como nas cenas grandes são pra ninguém  colocar defeitos e tudo junto a muitos efeitos sonoros que inserem o espectador numa aventura alucinante.

No geral, por mais que o longa tenha uma pegada de ação e terror, dá pra ser um programa para a família, vale a pena ser conferido e ele te deixa com esse sentimento de: “O que vem por ai”. Falha em alguns pontos, mas arrasa em outros, portanto esses pontos ruins passam despercebidos pela grande maioria do público por se tratar de um filme bem interativo.


Titulo Original: The Mummy

Direção: Alex Kurtzman

Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis, Russell Crowe, Jake Johnson.

Sinopse: Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo.  Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo no corpo do saqueador.

Trailler:



Se já assistiu ao filme deixe a sua opinião e o que você aguarda do Dark Universe!?

             



Ana Paula Araújo

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